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Ponta Grossa

Time de futsal de atlética pede desculpas por ato obsceno

Posicionamento da atlética veio após nota de repúdio do Coletivo Levante Mulheres Ponta Grossa

há 2 horas

Joyce Clara

Time de futsal de atlética pede desculpas por ato obsceno
Reprodução
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Após polêmica envolvendo gesto obsceno, praticado por jogadores do time de futsal, a Associação Atlética Acadêmica Los Bravos - UEPG publicou nota oficial de esclarecimento.

A atlética reconhece a atitude como inadequada e afirma não refletir os princípios defendidos pelo grupo. "Prezamos pelo respeito, pela inclusão e por um ambiente universitário seguro para todos. Atitudes que vão contra esses princípios não representam os valores da atlética", afirmam em nota. A atlética também afirma que os jogadores do time de futsal pedem desculpas pela fotografia com o gesto obsceno.

Ontem (09), o Coletivo Levante Mulheres Vivas Ponta Grossa publicou uma nota de repúdio, na qual categoriza o gesto como misógino. A nota foi assinada também pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Ponta Grossa e pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa. A nota define que o ato foi um exemplo de violência simbólica contra as mulheres, e que situações como essa naturalizam a cultura machista.

Confira a nota do Coletivo Levante Mulheres Vivas Ponta Grossa na íntegra:

O Coletivo Levante Mulheres Vivas Ponta Grossa, juntamente com o conselho municipal dos direitos da Mulher de Ponta Grossa e o Diretório Central dos Estudantes, vem a público manifestar profundo repúdio ao gesto obsceno e misógino praticado por integrantes do time de futsal durante a Copa de Calouros da Atlética Los Bravos, ocorrida no dia 07 de março.


O ato, registrado em fotografia e amplamente compartilhado, constitui uma manifestação pública de violência simbólica contra mulheres, marcada pela objetificação e pelo desprezo ao corpo feminino e ao corpo com vulva, atingindo mulheres cisgênero e mulheres trans.


Não se trata de brincadeira, provocação esportiva ou expressão de humor. Trata-se de misoginia. A naturalização desse tipo de gesto reforça uma cultura que banaliza a violência contra mulheres, sustenta desigualdades de gênero e contribui para a manutenção de práticas que historicamente silenciaram, ridicularizaram e violentaram mulheres em diferentes espaços da sociedade — inclusive no ambiente acadêmico e esportivo.


Do ponto de vista jurídico, é importante destacar que práticas que atentam contra a dignidade de mulheres violam direitos fundamentais assegurados pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Além disso, são contrárias aos princípios institucionais, que prezam pela ética e pelo respeito às pessoas.


Condutas que expõem mulheres ao desprezo, ridicularização ou humilhação pública podem configurar crimes contra a honra, previstos nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, além de se enquadrarem como violência moral e simbólica baseada em gênero, conforme reconhecido pela Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).


Também ressaltamos que o Supremo Tribunal Federal já consolidou entendimento no sentido de reconhecer a identidade de gênero como expressão da dignidade da pessoa humana, garantindo proteção jurídica às mulheres trans contra discriminação e violência.
Diante disso, afirmamos com clareza: A misoginia não pode ser normalizada. A violência simbólica também é violência. O silêncio institucional diante desse tipo de prática é cumplicidade.

Por essa razão, o Coletivo Levante Mulheres Vivas Ponta Grossa exige: apuração imediata e transparente dos fatos; identificação e responsabilização dos envolvidos; posicionamento público das instituições responsáveis pelo evento; implementação de medidas educativas e institucionais voltadas ao enfrentamento do machismo e da misoginia em ambientes acadêmicos e esportivos.

Manifestamos solidariedade a todas mulheres cis e trans que se sentiram atingidas por esse episódio, reafirmando que nenhum espaço deve ser território de violência contra as mulheres.

Seguiremos vigilantes e atuantes. Misoginia não é brincadeira. Machismo não é cultura. Respeito às mulheres é obrigação ética, social e legal.

Confira a nota da Associação Atlética Acadêmica Los Bravos - UEPG na íntegra:

A Associação Atlética Acadêmica Los Bravos - UEPG

Reforça que não compactua com qualquer tipo de comportamento ou ideologia machista, misógina ou preconceituosa.

Prezamos pelo respeito, pela inclusão e por um ambiente universitário seguro para todos. Atitudes que vão contra esses princípios não representam os valores da atlética.

O time campeão de futsal da copa calouro também pede desculpas pela foto divulgada contendo gesto obsceno.

Reconhecendo que a atitude foi inadequada e não reflete os princípios de respeito defendidos pela atlética.

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