há 2 horas
Heryvelton Martins

O primeiro dia do ano letivo na rede municipal de ensino de Ponta Grossa foi marcado por reclamações sobre a distribuição da merenda escolar. De acordo com denúncias apresentadas pelo vereador Geraldo Stocco, diversas instituições enfrentaram desabastecimento ou oferta insuficiente de alimentos após a implementação de um novo modelo de terceirização do serviço.
As falhas teriam atingido inclusive alunos com necessidades específicas. Na Escola Municipal Deputado Djalma De Almeida Cesar, houve relatos de falta de alimentação adequada para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras seletividades alimentares.
Segundo o parlamentar, o problema se estendeu a outras unidades, como na região da Coronel Cláudio, onde o cardápio previsto foi substituído por porções mínimas de pão.
A principal crítica recai sobre a empresa que venceu a licitação para gerir a merenda. Relatos indicam que profissionais da própria empresa, incluindo nutricionistas recém-contratados, estariam enfrentando dificuldades para organizar a logística de distribuição nas escolas.
Em alguns locais, a quantidade de insumos entregue foi considerada insuficiente para o volume de alunos, como o caso de uma escola que teria recebido apenas dois cachos de banana para todo o contingente estudantil no início das atividades.
O vereador Geraldo Stocco ressaltou que a responsabilidade pelos problemas não deve ser atribuída aos diretores, professores ou merendeiras, mas sim ao processo de terceirização e à fiscalização do poder público. “É culpa dessa terceirização que no primeiro dia está um caos”, afirmou o parlamentar, que prometeu tomar medidas cabíveis contra as irregularidades.
A Prefeitura de Ponta Grossa contestou as informações sobre a suposta falta de merenda escolar no primeiro dia de aula da rede municipal. Segundo nota oficial enviada pelo Poder Executivo, o fornecimento de refeições ocorreu dentro da normalidade em todas as 160 Escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) nesta quinta-feira (5).
A administração municipal enfatizou que as unidades possuem estoques suficientes para atender à demanda dos alunos. Conforme a prefeitura, itens perecíveis como frutas e verduras possuem um cronograma de reposição diária ou semanal para garantir o frescor dos alimentos entregues aos estudantes.