há 5 horas
Heryvelton Martins

Um médico veterinário resgatou, nesta quinta-feira (5), os cães que foram soltos perto da linha do trem em Ponta Grossa pela Clinicão. Profissionais encaminharam os animais, localizados na região do Mezzomo, para uma clínica particular. No local, os cachorros passam por avaliação e recebem os cuidados necessários.
O caso gerou indignação na população após a circulação de um vídeo nas redes sociais. As imagens mostram funcionários da Clinicão no momento da soltura dos cachorros recém atendidos em uma área considerada de risco. A empresa é a terceirizada com responsabilidade sobre o Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR). A Prefeitura de Ponta Grossa realizou um pregão de R$ 32 milhões para a administração do CRAR por um período de três anos.
Após o resgate no Mezzomo, a equipe acionou o fiscal de contrato da Prefeitura que deve avaliar a condição dos animais.
O diretor de Vigilância em Saúde do município, Cleber Flores, afirmou em pronunciamento nas redes sociais da Prefeitura de Ponta Grossa que o procedimento realizado pela empresa é padrão e obrigatório por lei. Segundo Flores, a clínica atendeu a um chamado no dia 20 de fevereiro para resgatar dois cães com suspeita de atropelamento. A equipe técnica constatou que os animais não haviam sido acidentados, mas a fêmea apresentava problemas de pele.
Ambos receberam tratamento clínico e o macho passou por cirurgia de castração. “Após receberem alta, esses animais foram soltos novamente no mesmo local ou na região em que foram coletados”, explicou o diretor. Ele ressaltou que a prática atende à legislação e ao contrato, que prevê a captura, o tratamento e a devolução de animais comunitários aos seus locais de origem.
Apesar da justificativa oficial, a comunidade local aponta inconsistências diretas na narrativa. Moradores da região onde o vídeo foi gravado afirmam que os cães soltos nunca viveram na área, sendo desconhecidos pela vizinhança. Além disso, denúncias indicam que os animais não estariam em boas condições de saúde para retornar às ruas, o que violaria as justificativas de bem-estar animal exigidas por lei para esse tipo de devolução.