Sábado, 13 de Julho de 2024

Cena Local D’P: Empoderamento – A força está com você

2023-05-13 às 09:49
Foto: Reprodução

Médica especialista em Ginecologia Regenerativa destaca a importância do empoderamento feminino para o autodesenvolvimento da mulher e para uma sexualidade mais ativa.

Por Laísa Morais

O empoderamento feminino é essencial para que as mulheres entendam qual é o seu papel na sociedade, para que se conheçam a si mesmas e para criar uma sexualidade mais ativa dentro do relacionamento. A afirmação é da médica e especialista em Ginecologia Regenerativa, Adriana Lopes (foto), em entrevista ao programa “Manhã Total”, apresentado por João Barbiero e José Amilton na Rádio Lagoa Dourada FM (105,9 para Ponta Grossa e região e 90,9 para Telêmaco Borba).

“Esse empoderamento está relacionado a tudo aquilo que você pode fazer para melhorar a sua qualidade de vida e a sua autoestima”, explica Adriana, citando como exemplo o caso de mulheres que enfrentam a obesidade em graus mais elevados e que, por conta disso, lidam dificuldades que as impedem de se sentirem empoderadas. “Quando você se olha no espelho para você se empoderar, mas vê uma imagem com a qual você não está satisfeita, é muito mais difícil. Aí temos todas as outras consequências que vêm depois, quem mexem principalmente na questão hormonal. Você tem oscilação de humor, de sono, de metabolismo, e consequentemente é muito mais difícil para você ter alegria, para entender que pode ser empoderada”, aponta.

No entanto, a médica ressalta que magreza não é necessariamente sinônimo de felicidade, e que diversos tabus ainda precisa ser superados por uma sociedade, segundo ela, marcada por tantos preconceitos. “A sociedade determina que a mulher precisa ser magra para ser feliz, o que não é fato. Temos toda a questão médica e nutricional por trás disso, mas o maior preconceito vem das mulheres para as mulheres”, alerta.

Importância da sexualidade

Na entrevista, Adriana também falou sobre a importância do sexo nos relacionamentos. “A sexualidade do casal é muito importante para a manutenção e a saúde do relacionamento”, reforça, destacando que relacionamentos que não alimentam a sexualidade acabam deixando que o parceiro se torne apenas um amigo. “Lógico que é fundamental o seu parceiro ser também o seu melhor amigo, mas ele não pode ser só isso. Ele tem que ser o seu parceiro, companheiro, a pessoa que lhe dá segurança em algum momento da vida. Esse companheirismo de parceria é alimentado através da sexualidade também”, aponta.

A médica, porém, tranquiliza as mulheres que estão passando por isso e garante que é possível resgatar o valor da sexualidade. “Eu falo para as minhas clientes: se você está com uma pessoa e está disposta a permanecer casada com essa pessoa, então vamos resgatar. No início existiu e por algum motivo se perdeu”, afirma. “Um relacionamento é construído a dois. Quando a questão sexual vai morrendo, isso começa pela rotina, pela falta de investimento, por outras prioridades, tanto do homem quanto da mulher. O que nós percebemos hoje é que as mulheres, com esse empoderamento, estão sexualmente mais ativas, mais exigentes. A mulher que fazia de conta, que fazia porque era uma obrigação da sociedade, está desaparecendo. Hoje a mulher é ativa e exige um desempenho melhor do parceiro”, conclui.

Conteúdo publicado originalmente na Revista D’Ponta #294 Março/Abril de 2023