Quinta-feira, 18 de Julho de 2024

Clero se reúne na Catedral para a Missa do Crisma

2024-03-28 às 15:22
Foto: AssCom Diocese de Ponta Grossa

Mais de 100 padres e diáconos de toda a Diocese participaram na manhã desta Quinta-Feira Santa (28) da Missa do Crisma, presidida pelo bispo Dom Sergio Arthur Braschi, na Catedral Sant’Ana. Antes, às 8h30, na cripta, ocorreu a já tradicional celebração penitencial, momento em que o bispo, padres, religiosos-padres e diáconos se unem para um momento de penitência por intermédio de orações, da Palavra de Deus, de Salmos e, quem quiser, pode se confessar com outro padre, pode fazer a confissão sacramental.

Segundo explica padre Ademir da Guia Santos é a busca da misericórdia de Deus, do perdão de Deus, da graça Dele para o ministério sacerdotal e, no caso do bispo, do ministério episcopal. “É uma atitude de humildade e de reconhecimento de nossa pequenez, de nossas misérias e ao mesmo, a busca pelo amor de Deus e pela misericórdia de Jesus. Como diz Paulo Apóstolo: nós carregamos o tesouro em um vaso de barro. O tesouro é a graça de Cristo, o chamado dele para o ministério, e, o vaso de barro, somos nós que, de vez em quando, precisamos ser refeitos com a graça do Cristo, com a misericórdia e o perdão de Deus”, destaca o sacerdote.

A Missa do Crisma consta de quatro momentos: a proclamação das leituras e homilia, a renovação das promessas sacerdotais, a consagração do óleo do Crisma e a bênção dos óleos dos catecúmenos e dos enfermos, e, o rito da comunhão. “O bispo faz a unção do óleo do Batismo, da Crisma e dos enfermos, usado para ungir os doentes. Rezamos juntos. Esse óleo depois é enviado às paróquias. E é feita a renovação das promessas sacerdotais dentro nessa grande celebração eucarística, onde o centro é Jesus, a Eucaristia. É um renovar da nossa aliança com Deus e pedir a graça Dele para mais um ano de caminhada, dando a vida pela Igreja e pelos irmãos”, detalha padre Ademir.

“Vivemos um momento especial neste período sinodal. É bom lembrar que somos todos filhos e filhas de Deus pelo Batismo, membros desse povo de Cristo, desse povo de Deus. No entanto, entre esse povo, estão os ministros ordenados. Como nos diz a Liturgia, Jesus instituiu a Eucaristia partindo o pão. Foi assim que se deu a nova e eterna aliança para redimir os pecados de todos nós. Cristo quem instituiu também o sacerdócio ministerial, diferente de outros ministérios e que brotou do coração de Cristo. Ele nos ama e por seu sangue nos libertou do pecado. Ele que unge todo o povo de Deus nos sacramentos e, de uma maneira muito especial, os sacerdotes, com a unção das mãos no momento da ordenação; momento em que nos unimos a Cristo e, por seu perdão e misericórdia, somos chamados a administrar os sacramentos ao Povo de Deus”, afirmou o bispo Dom Sergio.

“Neste dia, meu querido sacerdote, que você possa renovar alegremente o seu chamado. Pela entrega de Jesus, que mereçamos essa graça de seguirmos ungidos para o serviço do Povo de Deus. É um dia de profunda alegria, de gratidão a Deus por experimentarmos o dom de Deus de sermos chamados, sem mérito algum, mas tudo pela entrega da vida de Jesus. Desejo, nesse tempo de preparação e oração pelo Jubileu da Igreja e pelo centenário da Diocese, com muito carinho e gratidão, uma abençoada Páscoa a todos!”, enfatizou o bispo.

No momento do ofertório, os padres, religiosos e diáconos puderam entregar uma doação aos irmãos sacerdotes do clero de Bafatá, na África. “Recebam de nós, presbíteros do Paraná, Brasil, uma singela solidariedade para o vosso bem, para que assim possam cuidar melhor da porção do Povo de Deus residente em terras guineenses”, dizia o envelope entregue, antes do início da celebração. Padre Hélio Guimarães, coordenador da Pastoral Presbiteral, leu a carta pastoral escrita por Dom Antônio Mazzarotto, em fevereiro de 1940, onde enaltece o sacerdócio. “Quem nos dá a Santíssima Eucaristia é o sacerdote. A sua palavra sacerdotal a produz no Santíssimo Sacramento, ao mesmo tempo que o imola, renovando o admirável mistério que adoramos na cruz: um homem-Deus que morre pela salvação do gênero humano…Rezemos por todas as vocações sacerdotais…Tenhamos também em nossas missas esta intenção de pedirmos ao Senhor muitos e dedicados trabalhadores para a sua vinha”, pedia o então bispo de Ponta Grossa.

Padre Hélio ainda lembrou os sacerdotes enfermos, os em missão e os que estão afastados da Diocese por motivos de estudo.

Impressões

Marli Teresinha de Sousa, catequista da Capela Nossa Senhora de Piedade, na Paróquia São Judas Tadeu, trouxe seus catequizandos do Quinto Tempo para acompanhar a missa de perto. “Quero que a Crisma não seja o fim para eles, mas o começo. Falamos muito de eles seguirem algum projeto dentro da Igreja, e, a partir de hoje, gostaria muito de ver se eles se motivam a participar mais dos movimentos. Gabriele do Nascimento Choenvski veio com o grupo. “Foi muito bom. A gente se aproxima mais de Deus, se sente mais seguro e em paz”, dizia.

À noite, nesta Quinta-Feira Santa, em todas as igrejas da Diocese e do mundo será recordado o gesto de Jesus ao lavar os pés dos discípulos. O bispo Dom Sergio Arthur Braschi conduzirá esse momento, na Paróquia/Catedral Sant’Ana, amanhã (28), às 20 horas. Na Catedral, este ano, 12 pessoas terão os pés lavados pelo bispo. A escolha está sempre interligada à temática da Campanha da Fraternidade e reunirá crianças, jovens, adultos e idosos. Todos participam da comunidade e também integram pastorais.

A Missa do Lava Pés, desta quinta-feira; a Paixão de Cristo (sexta-feira) e a Vigília Pascal (sábado) são os três atos de uma mesma celebração: o Tríduo Pascal.

da assessoria