Sexta-feira, 19 de Julho de 2024

Procissão do Senhor Morto ganha as ruas da Diocese de PG

2024-03-30 às 16:34
Procissão da Catedral até a Paróquia Nossa Senhora do Rosário

Com velas nas mãos, os fiéis acompanharam a tradicional Procissão do Senhor Morto pelas ruas de Ponta Grossa, na celebração que encerra a Sexta-Feira Santa. Ao manifestar sua fé, os católicos, que já viveram o rito de Adoração à Cruz, no qual beijam e adoram o Cristo Crucificado, se enternecem diante do sacrifício de Jesus por nós. O bispo Dom Sergio celebrou esse momento junto aos paroquianos da Catedral Sant’Ana e da Paróquia Nossa Senhora do Rosário. O esquife com a imagem de Cristo morto saiu da Catedral, às 20 horas, seguindo em direção à igreja do Rosário.

Os padres Antonio Ivan de Campos, Alexandre Nogueira e Mariano Venzo, e, dos diáconos Dyego Quadros e Pedro Diniz fizeram o percurso ao lado de Dom Sergio, rezando e entoando canções. Casais, jovens, idosos, religiosas e muitas crianças acompanharam a procissão. Estima-se que perto de 300 pessoas tenham feito o trajeto. Na igreja do Rosário, Dom Sergio agradeceu a todos, citando um dos ensinamentos do Concílio Vaticano II, na constituição dogmática Lumen Gentiun, que se refere a Cristo como a luz dos povos.

“A Igreja resplandece a luz do sol, que é Cristo. Os que praticam boas obras se aproximam dessa luz”, afirmou. O bispo fez referência ao Povo de Deus, um povo peregrino, que está sempre caminhando. “Para falar na linguagem aqui da região, um povo tropeiro, sempre levando a Palavra do Senhor. Uma procissão como esta demonstra que não seguimos a proposta do mundo, que não paramos diante das dificuldades, mas que acompanhamos Jesus, que não teve seu ponto final na cruz, mas ressuscitou”, enfatizou Dom Sergio. Ao final das palavras do bispo, a imagem do Senhor Morto foi conduzida para o túmulo.

Medianeira

“Na noite da Sexta-Feira Santa, nossa comunidade paroquial Nossa Senhora Medianeira, mais uma vez, se reuniu para fazer a procissão do Senhor Morto e também de Nossa Senhora das Dores. A ocasião reuniu muitas pessoas para uma experiência de fé, oração, encontro e testemunho nos mistérios da morte de Cristo para nossa salvação. Possamos sempre meditar a paixão, morte e ressurreição do Senhor”, sugeria o pároco, padre Daniel Farago. A procissão iniciou às 19h30, logo depois de uma meditação das Sete Dores de Maria.

Realizada pelas ruas do Jardim Esplanada há 41 anos, a procissão promovida pela Paróquia Nossa Senhora Medianeira foi acompanhada por cerca de 800 pessoas. “A procissão do Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores relembra que Jesus Cristo morreu por nós, por nossos pecados. É o momento de honrar a sua crucificação. A cruz erguida representa a salvação e esperança para o povo”, dizia a paroquiana Janaína Leal de Lima. Para o diácono Luiz Ferreira de Paiva, trata-se de uma procissão antiga, em que muitos fiéis se reúnem para meditar sobre o sofrimento do Senhor no calvário, sua paixão e morte, mas também meditar as sete dores de Nossa Senhora, “onde ela, em silêncio, vê seu filho morto na cruz. Um importante enriquecimento na fé para podermos seguirmos em meio a tantas dificuldades”, destacou.

Tibagi

Na Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, em Tibagi, a procissão com Jesus Morto contou com 500 pessoas aproximadamente. Padre Loir Antônio de Oliveira e o seminarista Diogo Francisco Martins Bueno conduziram a procissão, que teve as meditações da Via Sacra. A saída foi às 19 horas, da frente ao cruzeiro, próximo ao Portal do Turismo. A procissão seguiu até a igreja matriz, totalizando pouco mais de um quilômetro.

A imagem do Senhor Morto levada na procissão é de madeira e foi esculpida em 1914, pelo padre Alexandre Grigoli. Na época, ela ficou inacabada. Mais tarde, o padre Henrique Adami, com a ajuda dos moradores levantou os recursos necessários para mandar a réplica para São Paulo, onde foi feito o acabamento. A chegada a Tibagi aconteceu em uma Sexta Feira Santa de 1923. A imagem do Senhor Morto foi benzida publicamente e colocada em seguida em uma caixa de madeira, fabricada pelo industrial João Lutz. À noite, saiu em uma procissão luminosa pelas ruas da cidade.

A imagem tem em torno de 100 centímetros. Na matriz, a peça está em uma redoma de acrílico, guardada em cima de um armário, na sacristia. Ela só é exposta na Sexta-Feira Santa, após a adoração da cruz, quando as pessoas podem venerá-la. Ao sair para as ruas, a imagem é transportada dentro de um andor de madeira com alças, com cobertura em acrílico transparente. O cortejo acontece até hoje. Entre janeiro e abril de 2014, ao completar um século de sua idealização, a escultura foi restaurada.

São Pedro e São Paulo

Na Paróquia São Pedro e São Paulo, em Telêmaco Borba, a procissão acontece em novos moldes há três anos. Este ano, em torno de 800 pessoas, somente da paróquia, participaram. O cortejo iniciou às 19 horas, na comunidade Sagrado Coração de Jesus, percorrendo pouco mais de dois quilômetros pelas vilas até chegar à Matriz. “Esse é o nosso evento paroquial, que reúne as 12 comunidades para fazermos essa caminhada juntos, refletindo todo o amor de Deus por nós, através do sacrifício de Jesus Cristo que demonstrou o seu amor até às últimas consequências”, resume o pároco, padre Sandro Maciel Ferreira.

da assessoria