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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2024

Coluna Agro&Negócio: Produtor agrícola paranaense alcança alto padrão em soja e milho, por Ricardo Weg

2023-06-05 às 15:03
Foto: Divulgação/Fato Relevante

A história é de sucesso. Campeão em produtividade de soja, em 2019, produtor Laercio Dalla Vecchia defende a rotação de cultura e cuidados com o solo, e tem perspectivas de mais recordes.  

Cultivar com sustentabilidade, usando o solo como aliado. Laercio Dalla Vecchia defende a “agricultura de princípios” para alcançar um alto padrão de produtividade na safra deste ano. Otimista, projeta produtividade média de 100 sacas por hectare de soja e 250 sacas por hectare de milho.

“Imediatamente após a colheita de um talhão, fazemos análise de solo e já iniciamos a reposição de nutrientes, como adubo de compostagem orgânica e BAKS®, que contém potássio, silício e boro, e não se perde por lixiviação”, afirma o produtor de grãos de Mangueirinha, cidade do sudoeste do Paraná. “No milho, colocamos 10 toneladas de compostagem por hectare, contendo 15 a 20% de K Forte® para suprir as necessidades do solo”.  

Pé vermeio – Uma das táticas está na rotação de culturas

“Já fazem cinco anos que estamos nessa agricultura de bons princípios, que inclui acompanhamento da situação do solo, rotação de cultura e o uso de plantas de cobertura”, explica Della Vecchia. “Antes, me preocupava com as plantas. Hoje, minha atenção está no solo. Se a mãe natureza estiver em equilíbrio, ela vai produzir frutos cada vez melhores, mais nutritivos, com minerais, proteínas que vão fazer a diferença para o consumidor final, além de diminuir nossos custos”.  

O produtor explica que as condições climáticas na região contribuíram para bons resultados no início da colheita da safra verão. No caso dele, os custos de produção devem ficar ainda menores porque o manejo atua como aliado. 

Uma das medidas adotadas por Laercio foi eliminar o uso do cloro, apontado por ele como “vilão” da lavoura.  

“O uso exacerbado do cloro gera um desequilíbrio natural que torna o ambiente mais propício às pragas. Os fertilizantes à base de potássio mais utilizados no Brasil normalmente são feitos com KCl, produto importado constituído de cloro e potássio. Esse teor de cloro mata a microbiota do solo e prejudica a produtividade da plantação no longo prazo.”, ressalta Dalla Vecchia.  

Ele explica que, por ser um sal, o cloro provoca desidratação, deixando o solo seco e arenoso. Além disso, contamina os lençóis freáticos que carregam o sal para os solos de toda a região.  

Dalla Vecchia cita também a tecnologia Bio Revolution, da Verde Agritech, que permite a aditivação dos fertilizantes com o microrganismo Bacillius aryabathai. Outro exemplo de boas práticas com o uso de novas tecnologias agrícolas é o Monitoramento Intensivo de Pragas (MIP). Na natureza, há inúmeros insetos presentes nas plantas, mas nem todos são prejudiciais. 

É preciso interferir quando realmente há necessidade

“Enquanto os bichinhos ‘do bem’ estão ‘ganhando a guerra’ não é preciso nenhuma aplicação química”, diz o produtor rural de Mangueirinhas. “Temos uma vida intensa no solo e cada vez que a gente o expõe ao cloro, muitos microrganismos bons morrem. Se pudermos não agredi-lo, ele consegue se recuperar ainda mais rápido. Um solo rico e fértil produz um alimento muito mais saudável, com mais vitaminas. A qualidade da terra reflete na mesa do consumidor e se a gente a trata bem, ela responde ao nosso manejo e nos devolve frutos bons”, conclui Dalla Vecchia.

Nota da Coluna: Agradeço a agência de comunicação Fato Relevante, em especial a jornalista Márcia Bernardes pelo envio do texto, fotos e em especial pela paciência conosco. Gratidão.

Agro&Negócio

por Ricardo Weg

Formado em comunicação-social, letras e MBA em Marketing Digital (Fundação Getulio Vargas), Ricardo Wegrzynovski é multimídia (internet, TV e rádio). Empolgado com a vida, trabalha com marketing e tecnologia. Escreve também para o gigante The Rio Times. É assessor de comunicação em política. Nesse setor trabalhou com a equipe do ex-presidente dos EUA, Barack Obama. Em Brasília, onde morou por 13 anos, trabalhou na Câmara dos Deputados, Ipea, Ministério da Agricultura, e Presidência da República. No exterior trabalhou em Londres e Portugal. Paranaense gente boa, manezinho adotado pela ilha, mora em Floripa quando pode. No mais é “nômade digital”.