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Agronegócio

Associação diz que Brasil tem estoque de fertilizantes para apenas três meses

há 4 anos

Redação

Associação diz que Brasil tem estoque de fertilizantes para apenas três meses
A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) informou, nesta quinta-feira, que o Brasil só possui estoque de fertilizantes até o próximo mês de junho. Segundo a entidade, ainda é prematuro avaliar em profundidade os possíveis impactos da invasão da Ucrânia pela Rússia no agronegócio brasileiro. A crise no abastecimento já existia antes da guerra, com as sanções aplicadas à Bielorrússia. “A entidade esclarece que o Brasil possui atualmente estoque de fertilizantes para os próximos três meses, de acordo com dados de agentes de mercado”, diz o trecho de uma nota divulgada pela associação. O texto destaca que o volume atual está acima da média dos anos anteriores. Porém, observa que o Brasil importa cerca de 9 milhões de toneladas por ano de insumos para fertilizantes do Leste Europeu, ou seja, em torno de 25% de tudo o que é comprado no exterior. Um dos componentes que causam preocupação é o cloreto de potássio. Mais de 2 milhões de toneladas já estavam comprometidos com as sanções anteriores à Bielorrúsia e outros 3 milhões de toneladas esperados têm como origem a Rússia. Outro ponto de atenção destacado pela Anda se refere aos fertilizantes nitrogenados, em especial nitrato de amônio, “porque importamos volume expressivo da Rússia”. Com relação aos fosfatados, a dependência do Leste Europeu é menor, o que atenua os impactos de abastecimento para a safra atual. “Vale ressaltar que, embora já existam restrições bancárias que causam insegurança e dificuldades para o fluxo de pagamento, as transações estão sendo realizadas entre empresas privadas”, salientou a entidade. Outra questão acompanhada com cautela pela Anda é a logística marítima, por conta das restrições que inibem temporariamente o fluxo de navios à região do conflito. Isso gera dificuldades para transportar os insumos, como foi registrado nas operações no Mar Negro. “Nesse sentido, o mercado está buscando soluções para cenários como os que estamos enfrentando.” “A Anda reafirma acreditar na diplomacia brasileira e segue seu compromisso em buscar atender à demanda nacional, como acontece até o momento, e continua promovendo diálogos sobre o cenário geopolítico com seus associados, setor agrícola, indústria, sociedade civil e o governo”, conclui a nota. O que diz a ministra da Agricultura O estoque de fertilizantes para o agronegócio no Brasil está garantido até outubro. A avaliação é da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Em entrevista coletiva nessa quarta-feira (2), a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina afirmou que o estoque de fertilizantes para o agronegócio no Brasil está garantido até outubro e que não há problemas com a safra neste momento, no entanto, a safra de verão, no final de setembro e outubro, gera preocupação. A ministra lembrou que a safrinha de milho já está em produção. “Então, o que precisava de fertilizante já chegou, já está com o produtor rural. Neste momento não temos problema. A safra de verão é uma preocupação”, disse. Ela acrescentou, entretanto, que o setor privado confirmou a existência de estoque de passagem de fertilizantes suficiente até outubro. O alerta sobre o mercado internacional de fertilizantes vem desde fevereiro quando começaram as sanções econômicas em Belarus. As exportações do produto estão suspensas para o Brasil por causa do fechamento dos portos da Lituânia para o escoamento de fertilizantes e agora com o apoio à Rússia na guerra contra a Ucrânia, o país do leste europeu sofreu novas sanções. O cenário se agravou ainda com o início da guerra. Isto porque, além da Belarus, a própria Rússia é o principal fornecedor do produto para o mercado brasileiro.

Negociação com o Canadá

Em meio à crise, a ministra da Agricultura disse que vai ao Canadá tentar negociar a demanda de fertilizantes. Segundo ela, o impacto ao consumidor depende do tempo da guerra. Sem esses produtos, a tendência é que a oferta vai fazer disparar o preço dos alimentos. “O preço do trigo subiu lá nas alturas porque a Ucrânia é um grande produtor e isso influencia o mercado global. A gente acha que terá uma alta, sim. Quanto? A soja já subiu, já caiu um pouco. O milho já subiu, já caiu um pouco. A gente tem que acompanhar e diminuir os impactos”, afirmou. Atualmente, o Brasil é o quarto consumidor global de fertilizantes, 80% de todo o produto usado na produção agrícola nacional vêm de fora do país. As sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia na Rússia e na Belarus atingem a produção de potássio, e a maioria dos fertilizantes é feita a partir do potássio. A Rússia é responsável por fornecer cerca de 25% dos fertilizantes para o Brasil.

informações do Yahoo Notícias e Agência Brasil

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