há 12 dias
João Barbiero

A notícia de que 342 mil pessoas deixaram a pobreza em Santa Catarina nos últimos dois anos, conforme dados recentes, é mais do que um indicador econômico: é um sinal de que o país está, de fato, retomando um caminho de inclusão. A alta histórica na geração de empregos formais — com carteira assinada, direitos trabalhistas e renda estável — é a chave desse avanço. E esse movimento não acontece no vácuo. Ele tem endereço: o governo federal liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde 2023, políticas como o reajuste real do salário mínimo, a reestruturação do Bolsa Família, o fortalecimento do crédito produtivo via Caixa e BNDES, e o retorno dos investimentos em infraestrutura (saneamento, habitação, logística) têm gerado um efeito multiplicador — especialmente em estados dinâmicos como Santa Catarina. Aqui, a indústria, o setor de serviços e o agronegócio têm absorvido mão de obra qualificada e não qualificada, mas, sobretudo, têm dado estabilidade. Não se trata apenas de empregos pontuais, mas de recolocação sustentável — exatamente o que o mercado havia perdido durante o período de desmonte das políticas públicas.
O governo federal tem atuado com foco na descentralização inteligente: não impõe soluções de cima para baixo, mas dialoga com gestores locais, prefeitos e representantes regionais para calibrar as ações às necessidades reais. Nesse processo, lideranças catarinenses — entre eles, o moderado e pró-ativo Décio Lima — têm cumprido seu papel institucional de articulação em Brasília, ajudando a garantir que o estado não fique à margem das decisões estratégicas.
Mas o mérito maior é do modelo. É o retorno de um Estado presente, ativo e comprometido com o desenvolvimento humano — não apenas com o crescimento do PIB. É a compreensão de que combater a pobreza exige mais do que assistencialismo: exige oportunidades reais. E o emprego formal, com direitos e perspectiva de ascensão, é a forma mais duradoura de emancipação social.
Santa Catarina sempre foi um estado de resiliência e iniciativa privada. Mas, como todo bom empresário sabe, até o melhor motor precisa de estrada boa, energia confiável e segurança jurídica. Foi o restabelecimento dessas condições — liderado por um governo que voltou a planejar, a investir e a valorizar o trabalho — que permitiu que tantas famílias cruzassem a linha da pobreza com dignidade.
Esse não é um feito de um ano eleitoral. É o início de uma reconstrução. E se depender da direção que o país vem tomando, os próximos capítulos serão ainda mais promissores.
João Barbiero, Empresario e Analista Político.