Sábado, 28 de Maio de 2022

Educação: Confira as perspectivas para 2022 na visão da professora doutora Esméria Saveli

30/12/2021 às 12:02
Conteúdo exclusivo publicado na Revista D’Ponta #288 Nov/Dez/2021
por Ismael de Freitas

‘Dois mil e vinte e dois’ se apresenta repleto de incertezas, promessas e esperança. Para descobrir o que se pode esperar para esse próximo período, a revista D’Ponta entrevistou especialistas, intelectuais e doutores em nove áreas do conhecimento e publicará os conteúdos ao longo dos próximos dias.

O impacto das eleições para presidente, governadores, deputados e senadores será um definidor importante em quase todas as esferas. De igual modo, é imperativo saber quais serão as medidas para conter a Covid-19, assim como as consequências para a saúde mental que a pandemia vai nos deixar.

A perspectiva sobre o cenário econômico requer também um olhar mais aprofundado sobre agricultura, tecnologia, educação e meio ambiente. Além disso, fomos em busca de informações para traçar o futuro do Operário Ferroviário Esporte Clube. Não se trata de um exercício de vidência ou adivinhação, mas apenas perspectivas e projeções a partir de visões baseadas em fatos e na ciência.

 

EDUCAÇÃO

“Fomos surpreendidos pela pandemia e a estratégia de isolamento se mostrou eficaz para salvar vidas. Em Ponta Grossa, as atividades presenciais nas escolas foram encerradas em 20 de março do ano passado. Isso exigiu decisões inéditas e assim nasceu o Projeto de Educação Remota Vem Aprender, substituindo o espaço presencial por interações via Facebook, Youtube e na TV Educativa, juntamente com atividades planejadas escritas para serem realizadas em casa. Houve redução drástica do tempo de aprendizado pedagógico. Com dificuldades financeiras e desemprego, muitas famílias não tiveram condições de acompanhar seus filhos.

A experiência mostrou que, por mais bem elaborado e planejado, o ensino remoto apresenta menores chances de aprendizagem efetiva, demonstrando que o contato direto com o professor(a) se torna essencial. Uma sugestão para corrigir em parte o déficit educacional determina que o agrupamento das classes não se dê mais por idade, mas por domínio das habilidades de leitura, escrita e matemática.  A passagem do quinto para o sexto ano, sem a plena alfabetização, vai impactar negativamente toda a vida educacional. Será preciso um processo de avaliação para determinar o nível de aprendizagem e atender as crianças nas suas singularidades, de acordo com o seu desenvolvimento, retendo, caso seja necessário, os alunos por mais um ano.

Esméria de Lourdes Saveli, professora doutora em Educação/Unicamp, pesquisadora da área de Leitura e Alfabetização e de Gestão Educacional

Esméria de Lourdes Saveli, professora doutora em Educação/Unicamp, pesquisadora da área de Leitura e Alfabetização e de Gestão Educacional

 

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