há 2 horas
Amanda Martins

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que os palanques nos estados do Sudeste devem oferecer melhores condições ao candidato bolsonarista nas próximas eleições presidenciais. Segundo o Metrópoles, o pré-candidato ao Planalto, ele participou do CEO Conference 2026, promovido pelo banco BTG, onde destacou a importância das alianças regionais para fortalecer sua candidatura.
Durante o evento, Flávio citou nominalmente os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. Sobre o mineiro, afirmou que ele “fez um excelente trabalho” no estado e ressaltou que Minas conta com “grandes lideranças dentro do PL”, mencionando o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
O senador negou ter convidado Zema para compor como vice em sua chapa, mas não descartou a possibilidade. “O Zema seria um grande nome para ser vice. Não estou fazendo um convite, quero respeitar o momento do Novo por ter lançado o Zema como pré-candidato a presidente da República”, declarou. Ele acrescentou que o nome do vice será anunciado em um “futuro não muito distante”.
No mesmo evento, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também elogiou Zema e afirmou que estará ao lado do governador mineiro no segundo turno. “Tem o nosso respeito, tem a nossa torcida para que faça uma bela campanha. E estaremos juntos no segundo turno”, disse. Kassab ainda defendeu uma aliança em Minas com Matheus Simões (PSD), vice-governador do estado, a quem chamou de “grande promessa da administração pública”.
Sobre São Paulo, Flávio afirmou esperar uma vitória expressiva de Tarcísio de Freitas para impulsionar sua votação no estado. Disse que houve um “ruidozinho” na relação entre ambos após o anúncio de sua pré-candidatura, mas garantiu que o governador já declarou apoio a ele “diversas vezes”. “Eu sempre tive uma relação muito direta e transparente com o meu amigo Tarcísio”, afirmou. O senador também citou pesquisa divulgada pela Quaest nesta quarta-feira (11), que aponta redução da diferença nas intenções de voto entre ele e o presidente Lula de nove para seis pontos.