há 2 horas
Publicado por Amanda Martins

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) detalhou, nesta quarta-feira (4), as ações de prevenção e controle dos incêndios florestais para 2026. As medidas dão continuidade ao processo iniciado em 2023 pelo Governo do Brasil para implementar uma nova governança do fogo, diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. O anúncio foi feito em coletiva na sede do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo/Ibama), em Brasília.
Segundo informações da Agência Gov, dados apresentados com base no Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA/UFRJ) indicam redução de 39% na área queimada no país em 2025, na comparação com a média de 2017 a 2024. No Pantanal, a queda foi de 91%; na Amazônia, 75%; na Mata Atlântica, 58%; e no Pampa, 45%. Segundo a ministra Marina Silva, os resultados decorrem da implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), instituída pela Lei nº 14.944/2024.
A política, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2024, estabelece coordenação entre União, estados, municípios, setor privado, povos indígenas e sociedade civil. Entre as novas medidas está a portaria que declara emergência ambiental por risco de incêndios em áreas vulneráveis, assinada no fim de fevereiro. O instrumento define regiões e períodos críticos para viabilizar a contratação emergencial de brigadistas e ampliar a capacidade de resposta preventiva.
Para 2026, estão previstas 246 brigadas florestais federais, 131 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e 115 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, além da contratação de 4.410 brigadistas e mobilização de 250 servidores efetivos, totalizando 4.660 profissionais. A estrutura inclui 18 helicópteros, 14 aviões, 89 embarcações, 973 caminhonetes, 408 veículos especializados e bases logísticas. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou a ampliação do monitoramento diário das áreas queimadas como avanço na capacidade de resposta.
O plano considera ainda projeções climáticas discutidas com órgãos como Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Instituto Nacional de Meteorologia e Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, que apontam o fim do La Niña entre fevereiro e abril e possível intensificação do El Niño a partir de julho, com tendência de redução de chuvas no Norte e Nordeste.
O secretário extraordinário André Lima alertou para cenário mais crítico no segundo semestre. Desde 2023, o governo também adotou medidas como criação de Sala de Situação interministerial, publicação de resoluções do Comitê Nacional de Manejo do Fogo, aumento de punições por incêndios e destinação de recursos do Fundo Amazônia e do FNMA para estados e municípios.
