Publicidade
{}
NotíciasColunistasSobreContatoAnuncie no DP
Revista DPPonto de VistaManhã Total
NotíciasColunistasSobreContatoAnuncie no DPRevista DPPonto de VistaManhã Total
Publicidade
Brasil

Mais de 6 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes foram registradas em abril

há 6 anos

Redação

Mais de 6 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes foram registradas em abril

As cerca de 6 mil denúncias registradas em abril pelo Disque 100 mantém os brasileiros com menos de 18 anos como o grupo social que motiva o maior número de denúncias de violência à ouvidoria federal de direitos humanos. O número real de agressões contra crianças e adolescentes, no entanto, deve ser ainda maior, de acordo com o secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Maurício Cunha. Ele apresentou nesta segunda-feira (13/7) um balanço do Disque 100 no Congresso Digital 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelas entidades parceiras do Pacto Nacional pela Primeira Infância e pelo Programa de Combate ao Trabalho Infantil e de Estimulo à Aprendizagem.

Enquanto o Disque 100 registrou um aumento geral do número de denúncias de agressões aos demais grupos sociais vulneráveis durante os meses da pandemia – 47% contra idosos, deficientes e encarcerados, além de 37% contra mulheres –, o único grupo que recebeu menos denúncias foi o das crianças e adolescentes. Em abril, o número foi 18% menor em relação ao mesmo mês de 2019. “(A subnotificação) é muito preocupante. Consideramos essa violência um dos principais efeitos da pandemia sobre as crianças e adolescentes. Isso indica que eles são o grupo que sofre mais violência, que é o mais vulnerável, mas não está recebendo a adequada proteção nesse período da pandemia, o que deve nos preocupar muito”, afirmou o secretário.

Direito à educação

Outras violações comprometem o direito das crianças e adolescentes à educação. De acordo com o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Garcia, tanto o confinamento como a adoção forçada da educação a distância afastam milhões de crianças e adolescentes da escola. “Nem todas as escolas do Brasil têm conectividade – as famílias, muito menos. Temos estudos que mostram que menos de 50% das famílias têm condição de oferecer conectividade capaz de promover ações educacionais.”

E, de acordo com Garcia, que também secretário municipal de educação de Sud Menucci (SP), este nem é o maior dos desafios de gestores da educação pública. “Nossa primeira ação foi garantir segurança alimentar, o que não deveria caber à estrutura educacional. Todos os outros mecanismos da sociedade já deveriam ter garantido isso. Fizemos então uma distribuição de kits alimentares. Isso gerou outro problema, pois recebemos menos de R$ 8 por mês por cada aluno (1º a 9º ano), um valor desprezível quando aplicado à distribuição de alimentos.”

As perspectivas de solução aos prejuízos causados à infância e juventude pela pandemia incluem, de acordo com Garcia, dialogar com pais e alunos, adaptar os planos de curso a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), descentralizar a elaboração de protocolos sanitários para as comunidades escolares, estender a duração dos próximos anos letivos e recompor o investimento na infraestrutura da rede pública de educação.

Segundo ele, há necessidades orçamentárias e financeiras urgentes para a volta às aulas. Um exemplo é na remodelagem das instalações escolares para construir pias nos pátios. Também há questões mais amplas, como repensar o processo de ensino e aprendizagem. “Durante certo período, teremos provavelmente um modelo híbrido, com atividades em casa e na escola, as atividades escolares certamente terão um aparato tecnológico ainda maior em vários momentos. Tudo isso dependerá de um investimento que precisa ser feito para que o direito à educação seja garantido de forma plena.”

Pós-pandemia

O secretário nacional Maurício Cunha informou que as soluções propostas pelo governo federal estarão reunidas em um plano de contingência para crianças e adolescentes, com 28 ações de enfrentamento aos impactos negativos da pandemia sobre a infância e juventude. Há ações de apoio direto, como de compra de alimentos para abrigos, e também cartilhas com orientações a públicos variados, como os pais, os operadores dos serviços de acolhimento e da rede de assistência social, e um projeto de lei para endurecer a punição a abusos sexuais contra crianças e adolescentes.

O secretário especial de Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania, Sérgio Queiroz, apresentou os investimentos do governo federal na garantia da renda das famílias vulneráveis e daquelas que passaram à situação de vulnerabilidade em função da pandemia – as famílias de trabalhadores informais, por exemplo. Queiroz afirmou que o programa de auxílio emergencial federal alcança 65 milhões de famílias. Ele também citou ampliação do programa Bolsa Família, que teve seu orçamento mensal multiplicado por cinco. “A consequência disso tudo é garantia de renda para essas famílias para que a garantia dos direitos das crianças seja assegurada, especialmente na alimentação, na saúde e outras questões importantes.”

Integração

Em 16 de abril, a Recomendação Conjunta 1/2020, assinada por CNJ, Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Ministério da Cidadania e Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, tratou do atendimento emergencial a crianças e adolescentes acolhidos, processos de reintegração familiar, guarda provisória e adoção definitiva, durante o período excepcional da pandemia. O ato normativo marcou a integração de esforços das instituições públicas do Executivo e do Judiciário que protegem os direitos dos cerca de 69 milhões de brasileiros que têm entre 0 e 19 anos. De acordo com o conselheiro do CNMP, Otavio Luiz Rodrigues Jr., que foi o mediador do debate, o Brasil precisa respeitar suas crianças e adolescentes. “Nada disso se faz sem segurança, sem educação e sem a preservação de seus direitos constitucionais.”

Informações e imagens: Agência CNJ de Notícias

Compartilhe:

Leia também

Morre Arlindo Anomalia, conhecido como Popeye Brasileiro, aos 55 anos Homem era famoso por conta dos músculos avantajados dos braços, resultado da aplicação de óleo mineral
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
{ }
Rua Nestor Guimarães, 77 9ª andar, Sala 905 Vila Estrela, Ponta Grossa - PR CEP: 84040-130

Institucional

  • Notícias
  • Colunistas
  • Sobre
  • Contato
  • Anuncie no DP
  • Revista DP
  • Ponto de Vista
  • Manhã Total

Categorias

Redes Sociais

Hospedado por CloudFlash
Desenvolvido por Flize Tecnologia
Mais de 6 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes foram registradas em abril | D'PontaNews