há 2 horas
Amanda Martins

Preso na penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande (MS), Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP e apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV), escreveu uma carta comentando o indiciamento do filho, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. Segundo o Metrópoles, o rapper foi indiciado por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis.
Nos textos, encaminhados ao advogado e ex-desembargador Siro Darlan, Marcinho VP afirmou que o filho, a quem se refere como “Popstar”, errou e deve responder por seus atos. Segundo ele, Oruam “tem que pagar pelo que fez”. No entanto, ressaltou que o rapper deve ser responsabilizado apenas pelos fatos atribuídos a ele, e não por eventuais acusações que considera indevidas.
Na carta, o detento declarou confiar na Justiça e afirmou que supostas acusações fabricadas não se sustentariam ao longo do tempo. Ele citou especificamente a menção a uma pedra de quase cinco quilos que teria surgido posteriormente aos acontecimentos investigados. “Depois de Deus, o tempo e o juiz são mais perfeitos”, escreveu.
Desde o início de fevereiro, Oruam é considerado foragido após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar o habeas corpus que o mantinha em liberdade, em razão do descumprimento de medidas cautelares. Após a decisão, o rapper e sua defesa divulgaram imagens em que ele tentava carregar a tornozeleira eletrônica sem sucesso, alegando falha no equipamento e afirmando que ele estaria sofrendo perseguição.
O artista havia sido preso em julho de 2025, indiciado por sete crimes e denunciado por tentativa de homicídio contra policiais. Em setembro, o STJ revogou liminarmente a prisão, substituindo-a por medidas cautelares como comparecimento periódico em juízo, recolhimento domiciliar noturno e uso de tornozeleira eletrônica. Após deixar a prisão, Oruam passou a cumprir o recolhimento, mas alegou problemas técnicos no dispositivo.