Para a Fiocruz, o surgimento de novas variantes mais transmissíveis, como a ômicron e a delta, e a perda de eficácia das vacinas são indicativos para a continuidade do uso de máscara. "As incertezas envolvidas nesse processo pandêmico valorizam ainda mais [a utilização das máscaras]", afirmam os autores do boletim.
Atualmente, alguns estados já suspenderam a obrigatoriedade do item em espaços abertos, como é o caso de São Paulo, que anunciou a flexibilização nesta quarta-feira (9). Há ainda locais, como a cidade do Rio de Janeiro, que agora dispensam a máscara também em ambientes fechados. Na capital fluminense, a mudança entrou em vigor na segunda-feira (7).
No boletim, a instituição também chama atenção para o fato de a letalidade por Covid-19 no país ter tido um aumento na comparação com a semana anterior.
Segundo os dados, a média da letalidade no Brasil estava em torno de 0,3% no início de 2022, quando houve a explosão de casos diante do alastramento da ômicron. Nesta semana, esse valor evoluiu para aproximadamente 1%.
Para os pesquisadores, esse incremento na mortalidade "pode demarcar o fim de um período de alta transmissibilidade da doença, bem como deve servir como alerta para a possível ocorrência de casos graves, principalmente entre grupos populacionais mais vulneráveis, não vacinados ou com esquema de vacinação incompleta".
Outro ponto abordado foi a questão da quarta dose, que ainda gera debate entre especialistas sobre se deve ou não ser adotada no país. No caso da Fiocruz, houve a menção à importância de abordar esse assunto, já que se aproxima o marco de seis meses em que as primeiras doses de reforço foram dadas a idosos, grupo populacional de grande risco para a Covid.
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