há 2 horas
Publicado por Lucas Ribeiro

Um homem de 59 anos, suspeito do assassinato de Júlia Batista Gonçalves, de 33 anos, foi preso pela Polícia Civil do Paraná durante a manhã desta sexta-feira (6), na cidade de Carambeí. O crime ocorreu na cidade no último dia 25 de janeiro de 2026, mesma data que o corpo de Júlia foi encontrado.
Segundo a Delegada da PCPR, Renata Batista, as investigações tiveram início logo após o corpo da vítima ser localizado na Estrada do Areião, às margens da via. Na ocasião, a PCPR acionou o Instituto Médico Legal (IML) e a Polícia Científica, cujos laudos periciais confirmaram que a causa da morte foi asfixia mecânica.
O monitoramento por câmeras de segurança foi crucial para o avanço do caso. As imagens mostram o investigado encontrando a vítima ainda viva em via pública, por volta das 19h. Posteriormente, às 20h39, o veículo do suspeito foi registrado em uma estrada de acesso à região do Areião; cerca de 20 minutos depois, moradores locais encontraram o corpo. Em interrogatório, o homem confessou o crime, relatando que convivia com Júlia há cinco meses.
Segundo o homem, ele alegou que, após uma discussão na residência do casal, a vítima teria empunhado uma faca, momento em que ele teria reagido apertando o pescoço dela em suposta legítima defesa. Após a morte, o autor colocou o corpo de Júlia e o filho dela, um bebê de apenas 11 meses, no carro, abandonando a vítima na estrada.
A representação pela prisão temporária foi realizada pela Polícia Civil, sendo deferida pelo Judiciário, com prazo inicial de 30 dias para garantir o andamento do inquérito e evitar a destruição de provas. A polícia também cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. No local, foram apreendidos um aparelho celular, que passará por perícia, e o veículo utilizado na ação, um Renault Sandero vermelho identificado nas imagens de segurança.
Após a prisão realizada, ele foi conduzido a Cadeia Pública de Castro, onde permanecerá custodiado até o final das investigações.
O investigado tentou criar um álibi falso, afirmando que estava em uma igreja em Ponta Grossa no momento do crime. No entanto, as imagens de câmeras de segurança e o rastreio dos horários provaram que ele não se encontrava onde afirmou estar. A polícia informou que ele alegou ainda que um bebê de 11 meses teria sido deixado pela vítima aos cuidados dele. Após ser pressionado e confrontado por familiares na manhã do dia 26, o homem acabou cedendo e entregou a criança na Delegacia de Carambeí.