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Campos Gerais

Vereador usa 'mau exemplo de Ponta Grossa' para tentar proibir terceirização da merenda em município da região

Durante sua fala na sessão ordinária da Câmara, o parlamentar mencionou “a situação que virou Ponta Grossa” para criticar uma possível aplicação da medida no município

há uma hora

Gabriel Aparecido

Vereador usa 'mau exemplo de Ponta Grossa' para tentar proibir terceirização da merenda em município da região
Foto: Reprodução / Câmara Municipal de Arapoti
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Durante uma Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Arapoti, na última segunda-feira (02), o vereador Lelo Ulrich (PV) usou a tribuna para falar sobre um dos projetos em tramitação que busca proibir a terceirização de serviços em colégios municipais. Na fala, o parlamentar citou o caso da terceirização das merendas em Ponta Grossa, onde diversos pais realizaram denúncias à Secretaria Municipal de Educação pela falta de alimentos e má qualidade no serviço prestado pela empresa terceirizada.

Ao D'Ponta News, o vereador relatou que o Projeto de Lei 2671/2025 busca proibir qualquer tentativa de terceirização do serviço prestado por funcionários concursados na Educação de Arapoti. "Estamos antecipando, pela Câmara Municipal, fazendo essa proibição para que eles não possam terceirizar as escolas municipais", pontuou.

Já durante a sessão, o vereador pontuou que um dos objetivos com a Lei é a garantia de que produtores da região possuam protagonismo na alimentação escolar. "Nosso projeto é nesse sentido: não deixar que comprem só alimentos de fora. O terceirizado vai comprar de onde ele quiser", pontuou. Lelo continua sua fala, ao analisar a atuação da empresa Omega dentro do serviço de alimentação das escolas de Ponta Grossa.

"A gente está vendo a situação que está lá em Ponta Grossa, onde terceirizaram a merenda. A qualidade caiu, está faltando merenda, estão colocando um número X de merenda para as crianças. A gente tem acompanhado nos jornais, através dos vereadores de lá, a situação que virou Ponta Grossa", comparou.

Confira um trecho da fala do vereador:

Ainda em conversa com o D'Ponta News, Lelo informou que, no momento, não há projetos em tramitação que busquem a terceirização dos serviços prestados na educação. Para ele, o PL que assina como autor serviria como uma 'lei preventiva' de que isso ocorresse em outras situações.

"[O projeto] está tramitando na casa, espero que seja aprovado, para que a gente não deixe que amanhã ou depois o prefeito ou qualquer outro prefeito que entrar terceirize a merenda", finalizou o vereador.

O projeto ainda está em análise pelas comissões específicas e deve ser encaminhado para votação do plenário posteriormente.

Rejeição ao Parceiro da Escola

Ao final de 2025, a comunidade de Arapoti rejeitou com 245 votos contrários a nove favoráveis a proposta de terceirização de serviços da Educação, por meio do Programa Parceiro da Escola, do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Educação (Seed/PR). Segundo informações apuradas pelo portal Folha Extra, à época, a comunidade escolar temia que, caso a proposta fosse aprovada, houvesse um distanciamento do vínculo da escola com a comunidade local e comprometesse a qualidade dos serviços prestados.

Terceirização em Ponta Grossa

O começo da atuação da empresa Omega nas escolas de Ponta Grossa tem passado por críticas tanto da comunidade quanto de representantes políticos do município desde a sua aplicação, no começo do ano letivo em fevereiro. Relatos apontavam a falta de comida, além da má qualidade das refeições ofertadas. Ao D'Ponta News, o vereador Geraldo Stocco comentou anteriormente que os problemas também estariam ligados à falta de recepção dos alimentos para as instituições.

“Teve escola que recebeu um cacho de banana, 16 bananas. Teve uma escola em que a empresa levou 12 quilos de frango para 500 crianças comerem. Teve escola em que falaram que uma bisnaguinha no lanche não pode ser repetida. Uma para cada criança e não pode repetir. É um absurdo”, declarou.

Segundo ele, os produtores da região teriam parado de enviar alimentos para as escolas, já que passariam a ser responsabilidade da empresa terceirizada. Neste ponto, ele tece a crítica ao sistema, afirmando que "a empresa não entregou o que precisava entregar".

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