Sexta-feira, 12 de Abril de 2024

“Como será o amanhã? – Parte I”, por Lúcio Olivo Rosas

2023-12-15 às 14:18

Estamos a poucos dias de mudar o calendário anual, e o ano de 2024 começa com muitas dúvidas quanto ao futuro. O futuro das pessoas e da sociedade não muda apenas com a troca de um dia para o outro. É imprescindível monitorar a maneira como as pessoas estão se comportando, examinar as tendências e se adequar às expectativas de consumo.

Nos próximos artigos, abordaremos algumas dessas tendências que podem auxiliar na compreensão de alguns movimentos que estão em curso e que podem impactar novos hábitos de consumo e vida, a fim de que as marcas possam estabelecer conexões valiosas entre elas e os novos hábitos das pessoas.

1. Os hábitos de vida e de consumo estão mudando

A velha máxima de que existe um caminho ou modelo a ser seguido para que as pessoas alcancem o sucesso está em processo de desconstrução. A cada dia, mais pessoas percebem que essas fórmulas nem sempre se adequam às suas próprias perspectivas, o que altera significativamente o conceito de sucesso, tornando essa busca uma tarefa individual e personalíssima.

Seja por uma oportunidade ou necessidade, as pessoas estão questionando tudo aquilo que antes era considerado óbvio, desafiando conceitos e moldando novas maneiras de pensar, agir e viver. É importante que estejamos atentos ao impacto nos sistemas e serviços que certamente ocorrerá.

Fazer uma faculdade, conseguir um bom emprego, casar-se, ter filhos, ter uma casa própria, crescer na carreira, ter um carro, viajar muito e se aposentar, esse era o ideal de vida das pessoas. Este modelo, estruturado em uma época em que poucas mulheres trabalhavam, poucas pessoas iam além das séries iniciais, os empregos eram mais vitalícios, um salário era suficiente para sustentar uma família, está em transformação.

As pessoas, tanto em nível individual quanto social, estão repensando as suas características ou expectativas de vida e traçando novos rumos.

2. Tendência tecnológica – interface digital

Segundo pesquisa da Euromonitor International Voice of the Consumer: Lifestyles Survey, 72% dos consumidores usaram tecnologia para melhorar sua vida diária em 2023. Podemos citar, por exemplo, as atividades profissionais, a busca por serviços públicos, a alimentação e o transporte, entre outras.

“A evolução tecnológica cada vez mais rápida, e sua introdução na vida das pessoas, a tornam uma ferramenta estratégica indispensável, atuando como cocriadoras dos consumidores, influenciando suas escolhas e suas experiências com as marcas”. Lúcio Olivo Rosas

A inteligência artificial já é uma tecnologia integrada vida cotidiana. Um exemplo disso é o ChatGPT, um aplicativo que emprega a Inteligência Artificial para fornecer respostas em texto para diversas perguntas e solicitações, aprimorando a personalização e enriquecendo a experiência do cliente em relação às marcas que prometem e entregam o que as pessoas consideram qualidade.

3. Qualidade dos conteúdos baseado na diferenciação

A sociedade está cada vez mais acelerada, o que, naturalmente, provoca o estresse e a ansiedade, causados pelas responsabilidades do dia a dia e pelas diversas tarefas que as pessoas têm que cumprir. Dessa forma, os consumidores procuram conteúdos que permitam um momento de alívio e, até mesmo, felicidade, que os façam liberar suas tensões.

A compensação da tensa vida cotidiana em conteúdos que as distraem e divertem é uma boa oportunidade para as marcas estarem presentes. As empresas que se destacarem por meio de ações e campanhas podem estabelecer conexões duradouras com seus consumidores. Capitalizar na busca do consumidor por meio da diversão e relaxamento, representa uma excelente estratégia e oportunidade para as marcas.

Por outro lado, é preciso ter cautela para evitar produzir conteúdos que se repitam ou que percam o senso de posicionamento das marcas já estabelecidas nas pessoas. Distrações excessivas podem afastar as pessoas de conteúdos de maior credibilidade, que também estão relacionados a eventos da vida, de extrema relevância para o indivíduo.

Dessa forma, a estratégia mais relevante para as marcas será a diferenciação, que significa ser percebida de forma singular pelas pessoas, o que é evidenciado pelas conexões valiosas criadas pela experiência positiva entre os cidadãos/consumidores e as marcas.

As marcas (produtos, empresa, organizações, pessoas) têm sucesso se conseguirem se diferenciar das outras e oferecer produtos, serviços e conteúdo que se destacam por serem melhores, convenientes ou criativos.

Dessa tendência, é possível notar uma ligação com outras áreas, como a tecnologia e a inteligência artificial, que tem a capacidade de monitorar as emoções e personalizar as experiências de acordo com o humor e o interesse das pessoas, e a busca por conteúdos em diferentes pontos de contato, o que permitirá uma redefinição da marca, tema que será abordado em breve.

No próximo artigo, mostraremos outras tendências que estão modificando o comportamento e os hábitos das pessoas. Fiquem de olho e não percam o próximo episódio.

Coluna Connecting

por Lucio Olivo Rosas

Lucio Olivo Rosas é mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), especialista em Direito dos Empreendimentos Econômicos, pela UNIPAR/PR (Universidade Paranaense), graduado em Direito pela UEM (Universidade Estadual de Maringá) e Administração pela UNICESUMAR/PR (Centro Universitário de Maringá). Com vasta experiência profissional na área do Marketing e Comunicação, sendo professor universitário por mais de 20 anos, foi Coordenador de Mídias Institucionais e Marketing Estratégico na Unipar e, recentemente, exerceu a função de Secretário de Comunicação do Município de Maringá, além de consultor empresarial e conferencista nas áreas de Marketing Digital, Legislação do Consumidor, Comunicação e Negócios.