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Assessoria

O limite entre Curitiba e Pinhais já começa a ganhar um novo desenho com o avanço de uma obra estratégica para a mobilidade urbana dos dois municípios. Na manhã desta quarta-feira (7/1), o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, acompanhado da prefeita de Pinhais, Rosa Maria, esteve no local para conferir o andamento da construção do novo Viaduto Curitiba–Pinhais, que vai modernizar e ampliar a ligação entre a Avenida Victor Ferreira do Amaral, no Tarumã, e a Rodovia João Leopoldo Jacomel, no município vizinho.
A estrutura integra o projeto Novo Inter 2, voltado à modernização do sistema de transporte coletivo e da infraestrutura viária da cidade e faz parte do Programa de Revitalização e Obras de Curitiba (PRO Curitiba), o maior da história da cidade, com mais de R$ 6 bilhões em investimentos previstos entre 2025 e 2028 pela gestão Eduardo Pimentel.
Durante a vistoria, o prefeito destacou o caráter metropolitano da obra e os benefícios diretos para quem circula diariamente entre Curitiba e Pinhais.
“Vamos ter um viaduto de primeiro mundo, com rotatória estendida embaixo para viabilizar a entrada nos bairros, calçadas acessíveis de vias marginais para ampliar os acessos. É uma grande obra metropolitana e de mobilidade para dar mais qualidade de vida às pessoas”, disse o prefeito Eduardo Pimentel, que percorreu todo o trecho em obras.
A prefeita Rosa Maria agradeceu ao prefeito Eduardo Pimentel pela condução da obra, que classificou como uma intervenção robusta e inovadora, com impacto direto na melhoria da mobilidade entre Curitiba e Pinhais. “Este viaduto tem uma importância muito relevante para nossa cidade. Esta obra vai melhorar o fluxo, a fluidez e a mobilidade urbana. Para Pinhais, é uma obra de suma importância, que aguardávamos há muitos anos”, afirmou.
Com 155 metros de extensão e 25 metros de largura, o viaduto terá três faixas de rolamento em cada sentido, além de duas pontes marginais sobre o Rio Atuba. Cada ponte contará com 35 metros de comprimento, 13,4 metros de largura, duas faixas de tráfego, passeio para pedestres com quase três metros e barreiras de proteção. O pacote inclui ainda uma rotatória e um sistema viário complementar.
A obra faz parte do Lote 4, Pacotes 3 e 4, do Novo Inter 2. Iniciada em 31 de março do ano passado, já ultrapassou 30% de execução. Os serviços são coordenados pela Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), com investimento total de R$ 68,7 milhões, financiados pela Prefeitura de Curitiba e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), dentro do Programa de Mobilidade Urbana Sustentável de Curitiba.
O gerenciamento das obras financiadas por organismos internacionais, como o Novo Inter 2, é realizado pela Unidade Técnico-Administrativa de Gerenciamento de Curitiba (Utag), responsável por assegurar o cumprimento das salvaguardas ambientais, sociais e operacionais exigidas pelo BID. A conclusão está prevista para o final de 2026.
De acordo com o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur, trata-se de uma obra de alta complexidade, marcada por interferências urbanas relevantes que impactam diretamente a execução dos serviços. Envolve a presença de diversas adutoras de água e esgoto, redes de média e alta tensão de energia elétrica e um intenso fluxo de veículos. Ainda assim, os trabalhos seguem dentro do cronograma previsto.
“São intervenções com elevado grau de complexidade técnica, desenvolvidas em múltiplas frentes de trabalho simultâneas, que incluem serviços de drenagem, fundações, estruturas de concreto e adequações viárias. A execução avança com foco na segurança, na durabilidade das estruturas e na melhoria da mobilidade urbana”, explicou Jamur.
Atualmente, as equipes atuam em várias frentes simultâneas, entre elas a execução das redes de drenagem, etapa fundamental para garantir o escoamento das águas pluviais e a durabilidade da estrutura. Também estão em andamento os serviços de fundação da terra armada e da fundação do viaduto, que darão sustentação às futuras pistas elevadas e a execução da mesoestrutura do viaduto, com a construção dos pilares. Serão necessárias 1.100 estacas para cada lado do viaduto.
Outra importante etapa ocorre no canteiro de obras, localizado cerca de 1 km do local onde as obras acontecem, onde está em andamento a produção das placas de concreto de terra armada e a fabricação das vigas que irão compor o tabuleiro do viaduto.
As intervenções incluem ainda a execução de calçadas, garantindo mais segurança e acessibilidade para pedestres. Para manter a fluidez do trânsito durante as obras, os desvios viários seguem em funcionamento nos dois sentidos das avenidas Victor Ferreira do Amaral e João Leopoldo Jacomel, com sinalização e orientação aos motoristas.
Eduardo Pimentel e Rosa Maria conferiram detalhes dos serviços já concluídos, como a ponte sobre o Rio Atuba, sentido Pinhais, já liberada ao acesso dos motoristas e a ponte sentido Curitiba, em recebe os últimos serviços para também ser aberta ao trânsito. As pontes são paralelas ao novo viaduto e auxiliarão na fluidez do tráfego durante as intervenções nas pistas principais.
Acompanharam a vistoria das obras a diretora do Departamento de Pontes e Drenagem da Smop, Manuela Marqueño; o assessor técnico da Smop, Lívio Petterle Neto; a engenheira fiscal da obra, Marina Solek; o diretor técnico da Utag, Mário Padovani; e os vereadores Renan Ceschin, Hernani e João da 5 Irmãos. Também acompanharam as equipes das regionais Cajuru e Boa Vista, da Utag e da Smop.