há 19 horas
Giovanni Cardoso

Um levantamento divulgado nesta terça-feira (27) pelo Instituto Paraná Pesquisas indica que a maioria dos moradores de Curitiba apoia a decisão da Prefeitura de adotar a internação involuntária de pessoas em situações extremas, especialmente envolvendo dependência química.
A medida está em vigor desde dezembro, por meio de uma portaria municipal, e prevê que a internação só ocorra mediante indicação de um médico psiquiatra da rede pública. A primeira intervenção dentro dessa política foi realizada no dia 9 de janeiro. A iniciativa é conduzida pela gestão do prefeito Eduardo Pimentel (PSD).
De acordo com o levantamento, 86% dos entrevistados afirmaram ser favoráveis à internação involuntária. Outros 8,4% se posicionaram contra, enquanto 3,1% disseram que a decisão depende da situação. Já 2,5% afirmaram não saber ou preferiram não opinar.
A pesquisa também investigou a percepção da população sobre os efeitos da medida nas ruas da capital. Para 83,5% dos entrevistados, a internação involuntária pode contribuir para a diminuição do número de dependentes químicos em situação de rua em Curitiba. Por outro lado, 10,5% acreditam que a medida não teria esse efeito. Aqueles que avaliam que o impacto ocorreria apenas em parte somam 3,9%, enquanto 2,1% não souberam ou não opinaram.
Outro ponto abordado pelo estudo foi a atuação do poder público em situações nas quais a intervenção ocorre mesmo sem o consentimento do indivíduo, com o objetivo de proteger a própria vida ou a de terceiros. Nesse cenário, 89,4% dos moradores concordam com a atuação do Estado. Já 6,0% discordam dessa possibilidade, 2,4% afirmam que depende da situação e 2,2% não souberam responder.
Em relação ao conhecimento da política adotada pela Prefeitura, 68,8% dos entrevistados disseram estar cientes da decisão sobre a internação involuntária, enquanto 31,2% afirmaram desconhecer a medida.
O levantamento ouviu 802 moradores de Curitiba entre os dias 22 e 25 de janeiro. A pesquisa tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.