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Curitiba e RMC

Polícia Federal realiza operação contra venda ilegal de 'canetas emagrecedoras' na RMC

há um dia

Polícia Federal

Polícia Federal realiza operação contra venda ilegal de 'canetas emagrecedoras' na RMC
Foto: Polícia Federal
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A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (05), uma ação policial destinada a reprimir a comercialização irregular, por meio da internet e de redes sociais, de medicamentos para emagrecimento importados sem o devido registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

A atuação policial decorre de investigação instaurada a partir de notícia anônima que indicava a possível oferta e comercialização de medicamentos de uso controlado, sem prescrição médica e sem autorização do órgão sanitário competente. No desenvolvimento das diligências, apurou-se que a investigada é estudante de Medicina no Paraguai e que estaria vinculada à divulgação de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, especialmente em ambientes virtuais.

Ao longo da apuração, foram reunidos elementos que, em tese, apontam para a prática do crime previsto no art. 273, §1º, c/c §§ 1º-A e 1º-B, inciso I, do Código Penal, que tipifica a importação, a guarda e a comercialização de medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária competente, conduta considerada de elevada gravidade por expor a risco a saúde pública, com pena cominada de 10 (dez) a 15 (quinze) anos de reclusão.

No contexto da investigação, e com o objetivo de aprofundar a colheita de elementos informativos, a equipe da Polícia Federal cumpriu, no dia de hoje, um mandado de busca e apreensão no município de Almirante Tamandaré/PR, na Região Metropolitana de Curitiba, expedido pelo Juízo Federal da 9ª Vara Federal de Curitiba.

Registre-se, ainda, que é de conhecimento público que medicamentos originalmente indicados para o tratamento de diabetes tipo 2 vêm sendo amplamente utilizados, de forma indiscriminada, para fins estéticos e de emagrecimento rápido, muitas vezes sem acompanhamento médico e à margem da legislação sanitária, circunstância que potencializa os riscos à saúde dos consumidores.

A Polícia Federal ressalta a importância de que a população esteja atenta aos riscos associados à aquisição de medicamentos por meios informais, especialmente por meio de redes sociais, sem prescrição médica e sem garantia de procedência. Produtos dessa natureza podem ser falsificados, armazenados de forma inadequada ou conter substâncias nocivas, acarretando sérios riscos à saúde.

A operação foi denominada Esculápio, em referência à figura mitológica associada à medicina e à cura, aludindo ao uso indevido de conhecimentos ligados à área da saúde para conferir aparente legitimidade à comercialização ilegal de medicamentos.

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