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Roubo milionário no Louvre vira referência para game sobre repatriação de obras africanas

Jogo Relooted propõe reflexão sobre artefatos africanos em museus após caso que expôs falhas de segurança em Paris

há 2 horas

Amanda Martins

Roubo milionário no Louvre vira referência para game sobre repatriação de obras africanas
Foto: Reprodução
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O roubo de joias avaliado em US$ 102 milhões no Museu do Louvre, em Paris, chamou atenção no ano passado pela ousadia da ação. Segundo o Metrópoles, disfarçados de operários, os criminosos entraram durante o dia, utilizaram um elevador mecânico para acessar uma galeria no segundo andar e fugiram em patinetes elétricos, expondo fragilidades no sistema de segurança do museu.

O caso voltou ao debate após ser citado como referência indireta para o lançamento do jogo Relooted. Produzido antes da polêmica envolvendo o Louvre, o título aposta em uma experiência imersiva centrada na ideia de recuperar obras africanas mantidas em museus ocidentais.

Lançado para PC e Xbox, o game é do estilo puzzle-platformer com câmera lateral. A narrativa acompanha um grupo de ladrões cuja missão é recuperar objetos africanos que teriam sido retirados de seus países de origem e levados a instituições no Ocidente.

A estrutura das missões inclui sensores de movimento, alarmes e portas de segurança, em uma ambientação inspirada em filmes como Onze Homens e um Segredo. Em entrevista ao The New York Times, a diretora narrativa Mohale Mashigo comentou o contraste entre a ficção e o caso real do Louvre.

“A gente faz os museus parecerem ter segurança de alta tecnologia, quando aparentemente tudo o que precisa é de uma escada”, afirmou, em referência ao método usado no roubo. Já o diretor criativo Ben Myres destacou que o objetivo do jogo não é convencer o público sobre o destino dos artefatos, mas provocar reflexão sobre a repatriação. “A gente quer deixar as pessoas decidirem se essas coisas, que são profundamente espirituais, deveriam voltar para casa”, disse.

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