há 4 horas
Amanda Martins

Os primeiros 90 minutos da final do Campeonato Paranaense evidenciaram um Operário Ferroviário competitivo e disposto a assumir o protagonismo. Jogando em casa, o Fantasma teve maior posse de bola e somou 18 finalizações ao longo da partida. Faltou, porém, maior precisão nos momentos decisivos para transformar o volume ofensivo em vantagem no placar. O empate sem gols acabou refletindo a dificuldade na última bola.
O goleiro Maurício Kozlinski teve papel importante para o Londrina, especialmente no início do segundo tempo. Aos dois minutos, defendeu a tentativa de Aylon. Pouco depois, aos 10, apareceu novamente ao parar o forte chute de Hildeberto, na melhor oportunidade criada pelo time alvinegro. As intervenções garantiram tranquilidade ao Tubarão em um momento de maior pressão.
Na primeira etapa, o arqueiro já havia sido exigido, principalmente em cabeçada de Índio, que resultou em boa defesa. Após os 10 minutos do segundo tempo, no entanto, o Londrina conseguiu equilibrar melhor as ações defensivas e reduziu os espaços. O Operário seguiu tentando, mas encontrou uma defesa bem posicionada e atenta às investidas.
As bolas paradas cobradas por Boschilia também representaram alternativa ofensiva. Em um escanteio fechado, o camisa 10 quase surpreendeu, mas Kozlinski desviou para fora. Apesar das tentativas, o Fantasma não conseguiu ampliar o repertório ofensivo ao longo do confronto, encontrando dificuldades para superar a última linha adversária.
Nos minutos finais, o Operário precisou redobrar a atenção defensiva após algumas saídas imprecisas que ofereceram oportunidades ao Londrina. Ainda assim, conseguiu neutralizar os contra-ataques e impedir que o adversário levasse perigo real. Agora, o desafio será manter o mesmo nível de competitividade e buscar maior eficiência no jogo de volta, no Estádio do Café, diante de um Londrina invicto na temporada.