há 5 horas
Amanda Martins

O empate por 2 a 2 entre Operário Ferroviário e Coritiba, pela semifinal do Campeonato Paranaense, deixou a disputa em aberto e trouxe bons elementos de análise. No Estádio Germano Krüger, cada equipe teve seu momento de protagonismo. O resultado refletiu um jogo dividido em dois atos bem distintos.
O Coritiba foi consistente e eficiente no primeiro tempo. Controlou as ações, soube explorar os espaços e transformou superioridade em gols. A atuação coletiva deu sustentação ao brilho individual de Pedro Rocha. A vantagem de 2 a 0 parecia encaminhar uma tarde tranquila para o time visitante.
Na etapa final, o cenário mudou de forma natural. Com a vantagem no placar, o Coxa adotou postura mais cautelosa, tentando administrar o resultado. A estratégia, comum em jogos decisivos, acabou oferecendo mais campo ao adversário. Faltou talvez manter por mais tempo a intensidade que marcou os 45 minutos iniciais.
O Operário, empurrado pela torcida, mostrou poder de reação. A equipe cresceu na partida, pressionou e encontrou no pênalti convertido por Boschilia o impulso necessário. O empate, com Gabriel Feliciano, foi fruto de insistência e de uma postura mais agressiva no segundo tempo.
No fim, o 2 a 2 pareceu justo pelo que cada lado produziu. O duelo de volta, no Couto Pereira, exigirá equilíbrio emocional e atenção aos detalhes. Se o primeiro jogo serviu como termômetro, a decisão promete ser definida não apenas pela qualidade técnica, mas pela capacidade de manter regularidade ao longo dos 90 minutos.