há 18 horas
Amanda Martins

A estreia do Operário-PR no Campeonato Paranaense deixou um sinal de alerta ligado logo na primeira rodada. A derrota por 2 a 0 para o Londrina, no Estádio do Café, foi menos sobre o placar e mais sobre o desempenho abaixo do que se esperava de uma equipe que vinha sendo preparada para iniciar a competição de forma competitiva.
Na avaliação do técnico Alex, o resultado foi consequência direta de falhas defensivas que acabaram determinando o jogo. O Londrina soube aproveitar dois erros claros de posicionamento no primeiro tempo e construiu a vitória com naturalidade. No primeiro gol, João Tavares apareceu livre nas costas da zaga; no segundo, uma tentativa de afastar o perigo acabou deixando Iago Teles em condição favorável para ampliar.
O treinador reconheceu que o adversário foi superior e mereceu vencer, principalmente pela organização defensiva e eficiência. O Operário até teve mais posse de bola, mas foi um domínio estéril, sem criatividade e incapaz de romper o bloqueio montado pelo Londrina. Faltou agressividade, leitura de jogo e, sobretudo, capacidade de transformar a posse em chances reais.
Mesmo diante do mau resultado, Alex evitou individualizar a responsabilidade e preferiu contextualizar os problemas enfrentados na montagem do time. A ausência dos colombianos Jhan Pool Torres e Edwin Torres, que vinham sendo titulares nos treinamentos, obrigou a comissão técnica a mudar a estrutura da equipe às vésperas da partida. A improvisação, especialmente no sistema defensivo, cobrou seu preço em um jogo que exigia atenção máxima.
Ainda assim, a explicação não apaga a atuação preocupante, principalmente pela falta de concentração nos momentos decisivos. O Operário mostrou dificuldades para reagir quando teve a bola e vulnerabilidade quando perdeu a posse, permitindo transições rápidas que o Londrina explorou com eficiência.
Agora, diante do Maringá, no sábado, no Germano Krüger, o Fantasma terá pouco tempo para ajustes, mas a necessidade de resposta é imediata. A expectativa fica pela possível estreia de reforços já regularizados e pela recuperação física dos jogadores. Mais do que mudanças pontuais, o time precisa apresentar postura diferente, intensidade maior e um futebol que justifique ambições mais altas na competição.