há 3 horas
Amanda Martins

O ex-treinador de Kaká no Orlando City, da MLS, Adrian Heath revelou que foi sequestrado no Marrocos após cair em um golpe envolvendo uma falsa proposta de trabalho. O britânico acreditava que viajaria para uma reunião com o dono de um clube da Arábia Saudita, mas acabou mantido em cativeiro por três dias.
Segundo o Metrópoles, Heath afirmou que decidiu tornar o caso público após receber uma ligação do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI), informando que outro treinador havia passado por situação semelhante. Segundo ele, o contato trouxe à tona o trauma vivido em 2024.
O episódio teve início quando Heath recebeu uma ligação de um suposto agente, que apresentou uma proposta para assumir um clube saudita. As conversas se estenderam por meses, até que o treinador foi convidado a viajar ao Marrocos para negociar diretamente com o sheik proprietário da equipe.
Ao chegar ao país, Heath foi recebido por pessoas que se apresentaram como funcionários do dirigente e levado a um pequeno apartamento em um bairro afastado. No local, ele percebeu que havia sido enganado. Durante o sequestro, os criminosos ameaçaram sua família e exigiram dinheiro, afirmando que ele não voltaria a ver a esposa, os filhos e os netos caso não cumprisse as ordens.
O treinador permaneceu sob custódia dos sequestradores por três dias e acabou sendo libertado após uma falha no planejamento do crime. Ao entrarem em contato com familiares, os criminosos não desativaram os serviços de localização do celular. Com isso, o filho de Heath acionou o FBI e enviou informações ao pai, que mostrou os dados a um dos sequestradores.
Após o erro ser exposto, a quadrilha levou Heath ao aeroporto, de onde ele seguiu para a Europa, ficando em segurança após o período de pânico. A esposa do treinador, Jane Heath, relatou o impacto emocional do episódio e afirmou que a notícia de novos casos semelhantes reacendeu o sofrimento vivido pela família.
Em nota, o FBI confirmou que o caso está sendo investigado. Segundo a entidade, agentes apuram denúncias relacionadas a um falso consórcio de futebol que oferece empregos inexistentes a profissionais da área, resultando em ameaças de violência e exigência de transferências de dinheiro.