há 2 dias
Amanda Martins

O Campeonato Paulista de 2026 começa neste sábado com mudanças significativas em seu formato. Adaptado ao novo calendário da CBF, que reduziu o número de estaduais, o Paulistão manterá os clássicos e adota um modelo inspirado na Champions League.
Segundo o GE, a grande final será disputada em dois jogos, de ida e volta, na casa dos clubes finalistas, enquanto a primeira fase terá 12 datas, quatro a menos do que em 2025. A partir das quartas de final, a competição contará com a tecnologia do impedimento semiautomático, além do árbitro de vídeo presente em todas as partidas.
O campeonato reunirá 16 clubes divididos em quatro potes. O b reúne os gigantes Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos; o Pote B tem São Bernardo, Novorizontino, Bragantino e Mirassol; o Pote C conta com Guarani, Ponte Preta, Velo Clube e Portuguesa; e o Pote D inclui as equipes promovidas e os dois piores colocados de 2025: Primavera, Capivariano, Noroeste e Botafogo-SP.
Cada equipe enfrentará adversários dentro do próprio pote e de outros grupos, totalizando oito jogos na primeira fase. As oito melhores avançam para o mata-mata, disputado em jogos únicos nas quartas e semifinais, enquanto a final será em dois jogos, com saldo de gols como primeiro critério de desempate, seguido de pênaltis em caso de igualdade. Os dois últimos serão rebaixados para a Série A2.
Entre os clubes mais tradicionais, o Corinthians entra na disputa embalado pelo título do Paulistão e da Copa do Brasil em 2025. O Timão mantém seu grupo principal, liderado pelo holandês Memphis Depay, que se destacou com 22 participações em gols nas finais do estadual e da Copa do Brasil. O Palmeiras, por sua vez, busca apagar o frustante 2025, marcado por vices em Paulista, Brasileirão e Libertadores, apostando na estrela Vitor Roque e no retorno de jogadores lesionados como Lucas Evangelista e Paulinho.
Já o São Paulo, comandado por Hernán Crespo, pretende usar o Paulistão como oportunidade de reconquistar a confiança da torcida após um ano sem títulos e saída de jogadores importantes. O Santos chega com Neymar e Gabigol, apostando na continuidade do trabalho do técnico Juan Pablo Vojvoda e reforçando o ataque após reformulações no elenco.
Entre os destaques do Pote B estão o Mirassol, que vive o melhor ano da sua história em 2025, garantindo vaga direta na Libertadores, e o Red Bull Bragantino, que busca evoluir após paradas nas quartas de final no ano passado. O Novorizontino aposta em jogadores jovens e rodados, enquanto o São Bernardo reforça sua defesa e aposta no atacante Pedrinho para se manter competitivo.
O Pote C reúne equipes tradicionais e emergentes, como Guarani e Ponte Preta, que passam por reformulações para se fortalecer, além de Velo Clube e Portuguesa, que buscam estabilidade e protagonismo na elite estadual. O Pote D, formado pelas equipes recém-promovidas e de desempenho mais fraco em 2025, inclui Primavera, que retorna à elite após 99 anos, Capivariano, atual campeão da Série A2, e Noroeste e Botafogo-SP, que buscam superar dificuldades do ano passado.
O Paulistão 2026 também definirá vagas para torneios nacionais. Os três melhores classificados, excluindo clubes que já possuem vaga nas Séries A, B ou C do Campeonato Brasileiro, garantirão participação na Série D de 2027, e a quarta vaga será decidida na Copa Paulista. Na Copa do Brasil, os cinco melhores terão lugar assegurado na edição seguinte.
As inscrições de jogadores seguem regras específicas: na Lista A, cada clube pode inscrever até 35 atletas, com prazo para ajustes até 13 de fevereiro; na Lista B, o número de jogadores é ilimitado, mas apenas dez podem atuar simultaneamente, desde que tenham 16 anos ou mais e registro contínuo no clube nos últimos 12 meses.
O Paulistão 2026 terá início em 10 de janeiro, com as quartas de final em 22 de fevereiro, semifinais em 1º de março e finais nos dias 4 e 8 de março. Entre os pontos fortes do torneio estão a presença de clássicos, tecnologia de ponta e calendário enxuto, que promete acelerar decisões e valorizar cada partida. Com times tradicionais e emergentes, o estadual paulista segue como o campeonato regional mais importante do país, combinando tradição, emoção e disputa de alto nível.