há 5 horas
Heryvelton Martins

O presidente do Operário Ferroviário, Alvaro Goes, detalhou os pilares que sustentam o planejamento financeiro do clube e fez um apelo direto à torcida alvinegra. Em entrevista exclusiva ao D'Ponta News, o dirigente revelou que, embora o orçamento atual gire entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões, o programa de sócio-torcedor ainda opera com metade da capacidade necessária para garantir a competitividade desejada no cenário nacional.
Atualmente, o “Fantasma” conta com uma base que oscila entre 4.500 e 5.000 sócios ativos. Segundo Goes, esse número gera uma receita mensal aproximada de R$ 400 mil a R$ 500 mil. No entanto, para que o clube tenha fôlego financeiro para atrair atletas de alto nível, a meta é alcançar a marca de 10 mil adesões.
De acordo com o dirigente, a saúde econômica do Operário depende de três fontes principais de receita:
Patrocínios e Marketing: Incluindo marcas na camisa, outdoors e camarotes.
Direitos de Transmissão: Verbas de televisão para a disputa do campeonato.
Sócio-torcedor: O engajamento direto do público.
“Hoje, dois desses pilares funcionam normalmente, mas o sócio-torcedor é a lacuna que não conseguimos cobrir. Sem o dobro de sócios, ficamos 'mancos' e não conseguimos chegar ao nosso objetivo pleno”, afirmou Goes.
A matemática apresentada pela diretoria é clara: o aumento na arrecadação com o quadro associativo permitiria a contratação de, no mínimo, três atletas de excelência para o elenco. O clube reforça que ser sócio não é apenas garantir o ingresso, mas sim investir na capacidade técnica do time para disputar as primeiras posições da tabela.