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Giovanni Cardoso

Três meses depois de sofrer queimaduras graves ao resgatar familiares de um incêndio, a advogada Juliane Vieira, de 29 anos, recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (20). Ela deixou o Hospital Universitário de Londrina, no norte do Paraná, onde estava internada desde outubro do ano passado.
Juliane ficou gravemente ferida ao salvar a mãe, Sueli Vieira, de 51 anos, e o primo, Pietro, de 4 anos, durante um incêndio no apartamento da família, no centro de Cascavel, no oeste do estado. A confirmação da alta, de acordo com o g1, foi feita pela assessoria do hospital, que não divulgou detalhes sobre o estado de saúde atual da paciente. Em janeiro, foi informado que ela já estava consciente e respirava sem a ajuda de aparelhos.
Com 63% do corpo atingido pelas chamas, a advogada passou por um longo período de recuperação. Inicialmente, ela foi socorrida e internada no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel. No dia 17 de outubro, foi transferida para Londrina em uma aeronave da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR), para dar continuidade ao tratamento em uma unidade especializada.
A recuperação incluiu quase dois meses no Centro de Tratamento de Queimados, referência estadual. Em dezembro de 2025, a mãe de Juliane informou que a filha começava a despertar do coma induzido e já conseguia se comunicar, ainda que de forma gradual, com os familiares.
O incêndio ocorreu na manhã de 15 de outubro, em um apartamento localizado no 13º andar de um prédio no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina, no bairro Country, em Cascavel. A Polícia Civil concluiu a investigação em novembro de 2025 e descartou a hipótese de crime. De acordo com o laudo pericial, o fogo teve início na cozinha do imóvel.
Sueli Vieira sofreu queimaduras no rosto e nas pernas, além de lesões nas vias respiratórias causadas pela inalação de fumaça. Ela permaneceu internada por 11 dias no Hospital São Lucas, em Cascavel. Já Pietro foi transferido para Curitiba devido às queimaduras nas mãos e pernas e à inalação de fumaça, recebendo alta após 16 dias de internação, no fim de outubro.