há 2 horas
Assessorias

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor total de R$ 9,2 bilhões para a EPR Iguaçu S.A. realizar obras de melhorias nos 662 km de rodovias das regiões oeste e sudoeste do Paraná (BR-163, BR-277, PR-158, PR-180, PR-182, PR-280 e PR-483), incluindo as pontes Tancredo Neves, da Amizade e a nova Brasil — Paraguai, que integram o Lote 6 das Rodovias Integradas do Paraná.
O investimento foi anunciado pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, nesta segunda-feira, 9, durante a abertura do seminário ‘Superciclo de Investimentos em Infraestrutura – Avanços e Desafios’, que contou com a presença do ministros Jader Filho, das Cidades, e Renan Filho, dos Transportes, além de representantes da iniciativa privada.
"Estamos entregando uma mudança estrutural e de padrão, com duplicação de 462 km e obras em 662 km. Esse é o segundo maior projeto do BNDES para rodovias no país, atrás apenas dos investimentos na Dutra. São soluções fundamentais para produtividade, eficiência e competitividade que aumentam a capacidade do país de atrair investimentos", disse Aloizio Mercadante durante o evento.
“O projeto aprovado pelo BNDES atende a determinação do presidente Lula de beneficiar a população e a economia de cidades importantes da região sudoeste do Paraná, como Foz do Iguaçu, Cascavel, Guarapuava, Francisco Beltrão e Pato Branco, além de levar melhorias para a rota de escoamento da produção agrícola do estado e do sul do Mato Grosso do Sul pelos portos do Paraná, em especial o porto de Paranaguá”, afirma Mercadante.
A EPR Iguaçu já implantou serviços de atendimento aos usuários que incluem atendimento médico de emergência, socorro mecânico por meio de guinchos leves e pesados, combate a incêndios, apreensão de animais na faixa de domínio, além de sistemas de informações aos usuários e de reclamações. O tráfego das rodovias é administrado por meio do Centro de Controle Operacional (CCO) que utiliza sistemas de controle e monitoramento de trânsito de veículos, controle dinâmico de velocidade e sensores meteorológicos.
Para operar os serviços de atendimento aos usuários, a EPR Iguaçu conta com 11 bases de serviços operacionais, frota com ambulâncias de resgate, ambulâncias de UTI móvel, guinchos, caminhões pipa, caminhões boiadeiros e viaturas de inspeção de tráfego, além de monitoramento por câmeras.
O financiamento foi estruturado na modalidade project finance limited recourse, contando com R$ 8,6 bilhões proveniente de emissão de debênture - a maior emissão de debêntures incentivadas de 2025 - coordenada pelo BNDES, e R$ 605 milhões de financiamento na linha Finem.
Ao todo, o projeto da EPR Iguaçu totaliza R$ 12,7 bilhões de investimentos até 2034, com a geração estimada de mais de 25 mil empregos diretos e indiretos durante a implementação do projeto.
O projeto aprovado pelo BNDES prevê a duplicação de 462,4 km, ampliando significativamente a capacidade e a segurança viária do corredor, além da construção de dois novos contornos urbanos em Lindoeste e Marmeleiro e da implantação de área de escape, viadutos, 31,4 km de faixas adicionais, 87,1 km de vias marginais, 38 passarelas, 131 melhorias de acessos, 134 pontos de ônibus, ciclovias, barreiras acústicas, passagens de fauna e caixas de produtos perigosos, além da recuperação e manutenção do trecho concedido.
“Essa estruturação financeira reforça a solidez do nosso modelo de concessão e dá previsibilidade ao ciclo de investimentos de longo prazo. Para a EPR Iguaçu, isso significa garantir estabilidade para executar obras, operar com segurança e entregar benefícios concretos aos usuários e às comunidades ao longo de todo o contrato. O apoio de instituições como o BNDES fortalece nossa capacidade de planejamento, execução e compromisso com uma infraestrutura que salva vidas, melhora a mobilidade e fomenta o desenvolvimento regional”, explica José Carlos Cassaniga, diretor-presidente da EPR.
Na estruturação foram utilizadas de forma inédita duas soluções do Pacote de Estabilização e de Garantia de Funding para Infraestrutura (PEFI): R$ 500 milhões de custo flexível, que permite a mudança, se favorável, da taxa de juros no momento da liberação, e R$ 3,715 bilhões com pré-autorização para substituição por nova dívida em condições potencialmente melhores. Tais soluções trazem flexibilidade para que o projeto se beneficie de eventual queda da taxa de juros, além de incentivar a entrada de novos credores, ao mesmo tempo em que contribuem para garantir o funding de longo prazo do projeto.