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Paraná

Hospital do Paraná inicia tratamento em paciente com fratura na coluna usando polilaminina

O uso do medicamento experimental foi autorizado por meio do uso compassivo, regulado pela Anvisa

há 2 horas

AEN

Hospital do Paraná inicia tratamento em paciente com fratura na coluna usando polilaminina
Foto: Reprodução / AEN
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O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) realizou no último sábado (21) um procedimento com polilaminina. Um paciente de 23 anos sofreu um acidente recente que resultou em um trauma raquimedular grave. Ele precisou passar por cirurgia de descompressão das vértebras T3 e T4, além do tratamento de ruptura da T3. Após o procedimento inicial realizado pela equipe do HUOP, a avaliação clínica apontou que ele preenchia os critérios para solicitação da aplicação do medicamento.

A aplicação foi autorizada por meio do uso compassivo, mecanismo regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que permite o acesso a terapias experimentais em situações específicas, quando não há alternativas eficazes disponíveis e o paciente atende a critérios rigorosos. O medicamento é desenvolvido pelo Laboratório Cristália através de pesquisa liderada pela bióloga e pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O neurocirurgião e professor da Unioeste Lázaro de Lima explica que a indicação foi cuidadosamente analisada. “Ele sofreu um acidente recente, passou pela descompressão de T3 e T4 e tratamento da ruptura de T3. Após a estabilização, avaliamos que ele tinha critérios para receber a polilaminina. Organizamos toda a documentação necessária e solicitamos à Anvisa a liberação para uso compassivo”, disse.

Lesões medulares, como a que acometeu o paciente, costumam provocar comprometimento motor e sensitivo abaixo do nível da lesão. A vértebra T3 está localizada na porção superior da coluna torácica. Danos nessa região podem afetar tronco e membros inferiores, impactando diretamente a autonomia do paciente.

A proposta do produto é atuar como uma matriz biológica capaz de favorecer a reconexão neural, criando um ambiente mais propício para regeneração das fibras nervosas lesionadas. Ainda não se trata de um tratamento aprovado comercialmente, mas de uma alternativa experimental baseada em anos de pesquisa.

O fator tempo é determinante. Em lesões medulares agudas, como neste caso, ainda não há formação de fibrose extensa, uma espécie de cicatriz que cria uma barreira física à regeneração. Essa “janela biológica” aumenta a relevância da intervenção precoce.

Arthur Luiz Freitas Forte, médico que integra a equipe de pesquisa, ressalta a responsabilidade envolvida. “O paciente e a família foram informados de que o medicamento ainda está em fase inicial de estudo. Existe um protocolo rigoroso. Não se trata de promessa, mas de possibilidade científica. Mesmo assim, eles demonstraram confiança e desejaram seguir”, disse.

Após a aplicação, o trabalho está longe de terminar. O paciente seguirá com acompanhamento clínico rigoroso, exames periódicos e reabilitação multiprofissional. Fisioterapia intensiva, avaliações neurológicas e monitoramento de possíveis respostas motoras farão parte da rotina.

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