há 14 horas
Amanda Martins

A influenciadora Isabel Veloso morreu neste sábado (10), aos 19 anos, em decorrência de um linfoma de Hodgkin. Ela estava internada desde novembro no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba.
Segundo o Metrópoles, a morte foi confirmada pelo marido, Lucas Borbas, por meio de uma publicação nas redes sociais. “Hoje meu coração fala em silêncio, porque a dor é grande demais para caber em palavras. A Isabel partiu, e com ela vai uma parte de mim. Mas o amor… o amor não morre”, escreveu Lucas ao comunicar a perda.
Diagnosticada em 2021, Isabel ganhou projeção nacional ao compartilhar nas redes sociais a rotina de tratamento contra o câncer. Ao longo dos últimos anos, ela mostrou internações, sessões de quimioterapia e os impactos físicos e emocionais da doença, reunindo milhares de seguidores que acompanharam de perto sua trajetória.
O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que se origina nos linfócitos, células do sistema imunológico responsáveis pela defesa do organismo. Por estarem distribuídos em diferentes regiões do corpo, esses linfócitos podem ser afetados em vários locais, sendo mais comum o comprometimento dos gânglios linfáticos do pescoço, das axilas e do tórax.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os sinais e sintomas variam de acordo com a área atingida. Nos linfonodos superficiais, o principal sinal costuma ser o aparecimento de ínguas indolores. Quando a doença atinge o tórax, podem surgir tosse persistente, falta de ar e dor no peito. Já nos casos de acometimento abdominal ou pélvico, é comum o desconforto e a sensação de inchaço.
O linfoma integra um grupo de cânceres que afetam os linfócitos e se divide em dois grandes tipos: Hodgkin e não-Hodgkin. Apesar de distintos, os sintomas iniciais podem ser semelhantes. A hematologista Maria Amorelli explica que o aumento dos gânglios é um dos primeiros sinais observados. “Eles costumam aparecer na região cervical, axilar e inguinal. E existem os sintomas B, que podem estar presentes nos dois tipos de linfomas, como febre mais baixa no fim do dia, coceira pelo corpo e perda de peso”, afirma.
As causas exatas do linfoma de Hodgkin ainda não são totalmente conhecidas. Estudos indicam que a infecção pelo vírus Epstein-Barr pode estar associada ao desenvolvimento da doença em alguns pacientes. Uma das características que diferencia esse tipo de linfoma é a presença das células de Reed-Sternberg, identificadas em exames laboratoriais.
O diagnóstico envolve a exclusão de outras doenças com sintomas semelhantes e a diferenciação entre os tipos de linfoma. Entre os exames utilizados estão biópsia dos gânglios linfáticos, exames de imagem e, em casos específicos, punção lombar. Após a confirmação, a doença é classificada conforme o estágio e o tipo de crescimento do tumor.
O tratamento geralmente inclui quimioterapia, podendo ser associada à imunoterapia ou à radioterapia. “O linfoma de Hodgkin, em geral, tem uma maior taxa de cura. A grande maioria dos casos hoje em dia atinge a cura, mas existem situações em que a doença é mais agressiva ou diagnosticada em estágio avançado”, explica a hematologista.