Sábado, 13 de Julho de 2024

Ponto de Vista: “Sou uma pessoa movida por desafios”, afirma Luciano Ducci, pré-candidato a prefeito de Curitiba

2024-03-23 às 17:38

Durante entrevista exclusiva ao Ponto de Vista, programa apresentado por João Barbiero na Rede T de rádios do Paraná, na manhã deste sábado (23), o médico e deputado federal Luciano Ducci (PSB) falou a respeito de sua pré-candidatura a prefeito de Curitiba. “É um desafio bom, um desafio que eu gosto. Vivemos de desafios e eu sou uma pessoa movida a desafios. E gosto muito de ficar pensando sobre cidades, ultrapassar aquilo que é meu grande conhecimento, que é a área da saúde, para outras áreas que eu aprendi, ao longo de oito anos, como vice-prefeito e prefeito de Curitiba e, principalmente, nesses três mandatos como deputado federal, que me deram uma bagagem muito grande, porque Brasília é um outro universo”, diz.

A escolha do próximo prefeito de Curitiba é assunto que atrai interesse não só dos curitibanos, mas de todo o Paraná, tendo em vista que, desde a Nova República, já foram três governadores que exerceram mandatos como prefeitos de Curitiba: Roberto Requião, por três mandatos; Jaime Lerner, em dois e Beto Richa, em outros dois. Essa coincidência faz parecer que é quase como um caminho natural ser prefeito de Curitiba e, depois, governador. Ratinho Junior, o atual governador, chegou a tentar ser prefeito de Curitiba e foi ao segundo turno com Gustavo Fruet, em 2012. Ratinho Junior teve 34,09% dos votos e Fruet, 27,22%, no primeiro turno. Uma virada no 2º turno elegeu Fruet com 60,65%. Luciano Ducci, que disputava a reeleição, ficou em 3º lugar no primeiro turno naquela ocasião, com 26,77% dos votos.

“Ser prefeito, conhecendo Brasília, os espaços que existem em Brasília e as possibilidades que tem lá para poder trazer para tua cidade, essa experiência vale muito. Hoje, me sinto muito preparado para administrar Curitiba, muito mais do que estava em 2012. O grau de conhecimento que adquiri ao longo desses anos me trouxe uma oportunidade de querer ser prefeito novamente”, analisa.

Luciano Ducci, que desde março de 2022 preside o diretório estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB), já foi vice-prefeito e prefeito de Curitiba. Em 2005, se tornou vice-prefeito, ao lado de Beto Richa que, no segundo mandato, renunciaria ao cargo para se candidatar a governador, em 2010. Ducci foi prefeito de 2010 a 2012 e não se reelegeu. Depois disso, foi eleito deputado federal três vezes consecutivas (2014, 2018 e 2022).

“Temos o apoio de muitos partidos. É fundamental para você disputar uma eleição é ter uma estrutura partidária que te apoie, ter tempo na televisão para mostrar teu programa de governo, aquilo que você quer implantar e fazer de diferente, aquilo que você acha que não está certo. Sem essa estrutura partidária, não se dá conta de fazer isso. Você vai aparecer uma única vez e dizer ‘oi, estou aqui’ e sumir [da TV]”, comenta. Ducci define que seu foco de interesse é ter um grupo de partidos que o apoiem para que, depois de eleito, possa exercer uma boa gestão.

“Pretendo ter apoio do governo federal, porque ele é fundamental para trazer aquilo que eu penso que precisa ser feito. Se você pensa em ter obras estruturantes em Curitiba, obras que mudem a realidade do local, da mobilidade urbana, você precisa ter recursos que venham de Brasília para Curitiba. Se você ficar aqui sentado na cadeira, não vão chegar esses recursos, vai continuar fazendo mais do mesmo, vai continuar no mesmo ritmo”, avalia.

Ducci tem o objetivo de, se eleito prefeito, ampliar o investimento em educação integral. “Escolas integrais de verdade, não contraturno”, diz. Além disso, aumentar o investimento em saúde, aplicando mais do que vem sendo investido na área. “Na mobilidade urbana, precisa ser feito muita coisa. Perdemos o metrô, em 2012. Curitiba era para ter metrô. Perdeu, porque eu perdi a reeleição, na verdade, e quem pegou [a Prefeitura] não teve habilidade de tocar o projeto para frente. Tinha R$ 1,8 bilhão do governo federal e mais R$ 700 milhões do governo do Estado para fazermos o metrô em Curitiba. Vamos discutir esse assunto com os partidos que vão estar com a gente. Vamos fazer uma discussão mais aprofundada para ver se é o momento de colocar na campanha ou se vamos correr atrás depois da campanha”, ressalta.

Vale lembrar que o metrô, assim como uma série de melhorias para a mobilidade urbana, faziam parte do pacote para que Curitiba fosse uma das sedes da Copa do Mundo FIFA 2014, o que de fato ocorreu, ainda que muitas das obras tenham sido entregues somente depois da Copa, como a ampliação do aeroporto Afonso Pena. A discussão sobre inserir ou não o tema na campanha é uma questão estratégica. “Não quero que vire uma lenda urbana esse negócio do metrô. Gosto da ideia, mas não quero que vire uma lenda”, afirma.

Nada fechado

Beto Richa, de quem Ducci foi vice, também manifestou intenção em concorrer a prefeito de Curitiba, novamente pelo PSDB. Sobre uma eventual articulação para formar uma “dobradinha”, o presidente do diretório estadual do PSB afirma que ainda é muito cedo para definir algo nesse aspecto e que essas conversas vão se concluir apenas entre junho e julho, quando ocorrem as convenções partidárias. “Como já montamos um arco de alianças que envolvem, de início, pelo menos três partidos, já temos um caminho andado que é difícil de [ter] retorno. A candidatura nossa é para valer e vai até o final. Estamos liderando as pesquisas e sempre nos posicionado bem no empate técnico ou liderando mesmo. Com os outros, conversamos, mas cada um mantém suas candidaturas e isso vai até junho. Até o momento das convenções, acho que ainda tem chão”, pontua.

Articulações do PSB em outros municípios

Além de lidar com a própria pré-candidatura em Curitiba, Ducci coordena as articulações dos pré-candidatos da sigla em outros municípios do Paraná. “Tem pré-candidato que está com a máquina do Estado e da Prefeitura fazendo campanha todos os dias. Eu estou aqui, tendo que estar em Brasília três dias por semana – terça, quarta e quinta; tenho que organizar o partido no Estado inteiro; tenho que cuidar da campanha de Curitiba; tenho que cuidar da chapa de vereadores de Curitiba e ainda consigo ficar na liderança das pesquisas. Quando vier a campanha, vai ser muito melhor, focar somente na campanha e nas nossas propostas”, diz.

Conforme Ducci, as articulações em todo o Estado é assunto que se encerra, “parcialmente”, no dia 5 de abril. Em Londrina, a aposta deve ser no apoio da candidatura do deputado estadual Tercílio Turini. “Em Ponta Grossa, a tendência é caminhar com o Aliel Machado. Em Maringá, a discussão ainda é se vamos caminhar com o grupo nosso que está junto com o prefeito Ulisses [Maia] ou se vamos caminhar em outra posição, que temos conversado, com o Humberto [Henrique]”, adianta.

“Em Foz do Iguaçu, não tem nada definido. Acho que vai ter que ver, na hora H, quem é elegível e quem não é”, diz.

“Agora, é importante organizar o partido, estar com as pessoas filiadas, estar com a chapa de vereadores pronta. Isso muda mais”, afirma.

Ponto de Vista 

Apresentado por João Barbiero, o programa Ponto de Vista vai ao ar semanalmente, aos sábados, das 7h às 8h, pela Rede T de Rádios do Paraná.

A Rádio T pode ser ouvida em todo o território nacional através do site ou nas regiões abaixo através das respectivas frequências FM: T Curitiba 104,9MHz;  T Maringá 93,9MHz; T Ponta Grossa  99,9MHz; T Cascavel 93,1MHz; T Foz do Iguaçu 88,1MHz; T Guarapuava 100,9MHz; T Campo Mourão 98,5MHz; T Paranavaí 99,1MHz; T Telêmaco Borba 104,7MHz; T Irati 107,9MHz; T Jacarezinho 96,5MHz; T Imbituva 95,3MHz; T Ubiratã 88,9MHz; T Andirá 97,5MHz; T Santo Antônio do Sudoeste 91.5MHz; T Wenceslau Braz 95,7MHz; T Capanema 90,1MHz; T Faxinal 107,7MHz; T Cantagalo 88,9MHz; T Mamborê 107,5MHz; T Paranacity 88,3MHz; T Brasilândia do Sul 105,3MHz; T Ibaiti 91,1MHz; T Palotina 97,7MHz; T Dois Vizinhos 89,3MHz e também na T Londrina 97,7MHz.