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Paraná

Simepar avalia nível do tornado que atingiu São José dos Pinhais no sábado

Desde sábado (10), dia em que o fenômeno atingiu a cidade da Região Metropolitana de Curitiba, meteorologistas colhem informações para enquadrar o tornado na escala Fujita, a mesma usada no desastre de Rio Bonito do Iguaçu

há 5 horas

AEN

Simepar avalia nível do tornado que atingiu São José dos Pinhais no sábado
Foto: Simepar

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) avalia a dimensão do tornado que atingiu São José dos Pinhais na tarde de sábado (10), no bairro Guatupê.  Na manhã deste domingo (11), dois meteorologistas do órgão foram à cidade da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) colher mais dados para a análise já iniciada no sábado.

A equipe de meteorologistas vai avaliar uma série de informações para enquadrar o fenômeno dentro da escala Fujita, que vai até o nível 5 (F5). A escala é a mesma aplicada em Rio Bonito do Iguaçu em novembro, quando um tornado F4, penúltimo nível da avaliação, foi confirmado pelo Simepar no município do Sudoeste.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, o tornado atingiu 350 residências de São José dos Pinhais, impactando 1.200 pessoas - a Defesa Civil Estadual encaminhou neste domingo 2,6 mil telhas para ajudar os moradores atingidos. Moradores de duas casas ficaram desalojados, indo para a casa de familiares. Duas pessoas tiveram ferimentos leves durante o evento e foram encaminhadas para as unidades de atendimento em saúde. Além dos danos às edificações, o tornado provocou queda de árvores e problemas na rede e distribuição de energia elétrica, exigindo a atuação conjunta de diversos órgãos.

Os meteorologistas do Simepar vêm monitorando as informações do tornado na RMC desde sábado, quando o fenômeno foi registrado. Inicialmente, o acompanhamento foi pelo sistema de radares do órgão.  Além da equipe de meteorologia, a equipe de Geointeliência participa do trabalho, sobrevoando a área com um drone com sensor para levantar dados.

Em terra, os meteorologistas percorrem o trajeto do tornado para levantar informações. Entre elas, a extensão do tornado, a distância em que os objetos foram lançados pelos ventos, o tipo de estragos causado, além de entrevistas com moradores da região. Imagens das câmeras de monitoramento da região também serão analisadas.

“O trabalho em campo serve para avaliar a região afetada. Dessa forma é possível fazer a identificação se os dados realmente estão associados ao tornado, bem como classificar o tornado”, explica o meteorologista Leonardo Furlan, que participou do trabalho neste domingo.

Galeria de Imagens:

Foto: Simepar
Foto: Simepar
Foto: Simepar

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