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Policial

Palhaço é indiciado por estupro de criança de 11 anos no Paraná

há uma hora

Giovanni Cardoso

Palhaço é indiciado por estupro de criança de 11 anos no Paraná
Foto: PCPR

A Polícia Civil do Paraná concluiu e encaminhou à Justiça um inquérito que apura a denúncia de estupro de vulnerável envolvendo uma criança, à época com cinco e seis anos, em Cascavel, no oeste do estado. O caso veio a público após a vítima relatar os fatos à família anos depois, quando tinha 11 anos.

De acordo com a investigação, os crimes teriam ocorrido em 2016 e teriam sido praticados por um homem de 42 anos, que atua como artista de rua e palhaço. A identidade do investigado não foi divulgada, e ele responde ao processo em liberdade. O indiciamento foi formalizado na terça-feira (13).

A polícia aponta que o suspeito mantinha uma relação de proximidade com a família da vítima e utilizava esse vínculo para se aproximar da criança. Segundo o inquérito, convites para assistir a desenhos animados eram usados como forma de ganhar a confiança da menor.

A delegada responsável pelo caso, Thais Zanatta, informou ao g1 que as apurações indicam a ocorrência de atos libidinosos de forma repetida durante o período investigado. O relato da vítima foi colhido por meio de escuta especializada, procedimento previsto em lei para casos que envolvem crianças e adolescentes.

Ainda conforme a Polícia Civil, a denúncia só foi feita anos depois, situação considerada compatível com casos em que o agressor ocupa posição de confiança, o que pode dificultar ou retardar a revelação do abuso. A investigação também levou em conta mudanças de comportamento da vítima ao longo do tempo, descritas como sinais frequentemente associados a situações de violência sexual.

Em depoimento, o investigado negou as acusações e afirmou ser alvo de perseguição, argumento que, segundo a polícia, não encontrou respaldo nos elementos reunidos durante a apuração.

A Polícia Civil informou ainda que há registro anterior envolvendo o nome do suspeito, referente a um boletim de ocorrência de 2022, que apura fatos semelhantes contra outra criança. Esse caso resultou em denúncia do Ministério Público e tramita sob segredo de justiça.

Com a conclusão do inquérito, caberá agora ao Poder Judiciário analisar o material encaminhado e definir as medidas cabíveis no andamento do processo.

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