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Giovanni Cardoso

A Polícia Civil anunciou nesta sexta-feira (27) a conclusão do inquérito referente à morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, ocorrida em 21 de fevereiro de 2026, em Ivaí. Segundo a corporação, o investigado M.P.S. foi formalmente indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.
De acordo com a autoridade policial, o homicídio foi classificado como qualificado devido ao emprego de meio cruel, à dificuldade imposta à defesa da vítima e aos agravantes de idade avançada e deficiência da freira. O estupro qualificado foi caracterizado pela gravidade das lesões constatadas, enquanto a violação de domicílio ocorreu mediante escalada para invadir o convento. A resistência se deu durante a prisão do investigado.
A investigação contou com análise de provas periciais, incluindo imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do suspeito, que confirmaram a autoria dos crimes. A perícia apontou um cenário de violência física e sexual, destacando que a vítima possuía limitações motoras e de fala devido a um AVC prévio.
Durante o interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões, alegando ter agido sob o comando de “vozes”, mas a perícia técnica refutou tentativas de minimizar a natureza sexual dos atos.
Somadas, as penas máximas previstas para os quatro crimes podem ultrapassar 50 anos de reclusão. M.P.S. permanece preso preventivamente e à disposição do Poder Judiciário, aguardando julgamento.