há 2 horas
Giovanni Cardoso

O investigado M.P.S., indiciado pela morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, pode ser condenado a mais de 50 anos de reclusão, segundo a Polícia Civil, que concluiu nesta sexta-feira (27) o inquérito sobre o caso. Ele responde por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.
A corporação informou que o homicídio qualificado, agravado pela idade e deficiência da vítima, pode gerar até 30 anos de prisão, enquanto o estupro qualificado soma até 15 anos, e os demais crimes acrescentam tempo adicional à pena.
A investigação contou com imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do suspeito, confirmando a autoria dos crimes. A perícia técnica apontou extrema violência física e sexual, destacando que a vítima possuía limitações motoras e de fala devido a um AVC prévio. Durante o interrogatório, M.P.S. admitiu parte das agressões, alegando ter agido sob o comando de “vozes”, mas a perícia refutou tentativas de minimizar a natureza sexual dos atos.
O suspeito permanece preso preventivamente e à disposição do Poder Judiciário, aguardando julgamento.