há 2 horas
Giovanni Cardoso

Em entrevista exclusiva ao Ponto de Vista, apresentado por João Barbiero, o secretário estadual da Saúde do Paraná, Beto Preto, apontou os diversos avanços obtidos pela pasta no estado, além de relembrar momentos tempestuosos, como a pandemia de covid-19.
De início, Beto apresentou dados promissores sobre as aberturas de novos hospitais no Paraná - ele cita Nova Esperança, Bituruna, Paiçandu, Cascavel, Assis Chateaubriand e Foz do Iguaçu como municípios que vão receber novas unidades até o dia 3 de abril. "Nenhum passo é dado sem um planejamento estratégico anterior. Nenhum hospital será lançado se a gente não tiver a condição mínima de fazer a manutenção. Isso se estende também para os ambulatórios médicos de especialidades que estão sendo erguidos", detalha.
Políticas de saúde
"É uma política pública que é transversal e horizontal a todas as outras, porque para você estudar tem que ter saúde, para
trabalhar tem que ter saúde, para fazer a pavimentação e tirar as pessoas da poeira é por causa da saúde também", apontou Beto ao falar sobre pontos de conexão entre as políticas voltadas à saúde e demais setores.
Questionado sobre os atendimentos de especialidades, o secretário destaca que os novos ambulatórios médicos servirão para o aumento da oferta de serviços e que o governo está se preparando para auxiliar os estabelecimentos. "Já lançamos no ano passado uma política pública aqui do estado para financiar a administração desses novos ambulatórios para poder ficar com a luz acesa, com a vigilância, limpeza e copeiros pagos. Nós vamos fazer convênios com os ambulatórios para que nenhum tenha problema de funcionamento", pontua.
Ele complementa que a ampliação também visa oferecer atendimento em áreas como psiquiatria e cirurgia eletiva, especialmente em regiões que enfrentam dificuldades de acesso. O programa Opera Paraná, segundo o secretário, é atualmente o maior do país per capita para cirurgias eletivas, combinando recursos estaduais e federais para atender a população.
Beto também comentou sobre iniciativas de monitoramento da saúde municipal, utilizando sistemas de informação para acompanhar consultas pré-natais e outros atendimentos. Ele ressaltou o aumento significativo de programas como “Remédio em Casa”, que passou de 800 entregas mensais para 26 mil.
Pandemia
Sobre vacinação, ele destacou a importância da campanha de covid-19, que este ano completou cinco anos da chegada da vacina ao Paraná, lembrando que a imunização ajudou a reduzir óbitos. Ele relembrou a necessidade de planejamento prévio, incluindo a compra de seringas e vacinas, como fator crucial para o sucesso da campanha no Paraná.
Porém, ao falar sobre o cenário atual, Beto aponta que houve queda na vacinação contra o vírus mesmo com os imunizantes à disposição dos paranaenses. "Ano passado nós tivemos muitos óbitos por covid, principalmente por quem não tomou a vacina. Fica tendo essa pregação: 'não toma essa vacina, é experimento'. Nada disso. Se a vacina tivesse chegado um mês e meio antes e em quantidade maior, nós teríamos poupado um ou dois terços dos óbitos que nós tivemos", ressalta.
Ponto de Vista
O programa Ponto de Vista com a entrevista completa vai ao ar no próximo sábado (31), às 7h, para toda a Rede T de rádios.