há uma hora
Heryvelton Martins

O vereador de Ponta Grossa, Júlio Kuller, corre o risco de perder seu assento na Câmara Municipal caso concretize sua saída do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para ingressar no União Brasil sem a devida autorização. Se a Justiça Eleitoral decretar a perda do mandato, o primeiro suplente da legenda, Comandante Macedo, assumirá a vaga no Legislativo ponta-grossense.
O presidente da Comissão Executiva do Diretório Estadual do MDB no Paraná, Sérgio Souza, reforça o rigor das regras partidárias em entrevista ao D’Ponta News. Em fevereiro de 2026, o partido publicou a Resolução Nº 001/2026, que dispõe sobre as diretrizes para desfiliação no estado. O documento determina que a anuência para a saída de vereadores, sem a perda do cargo, compete exclusivamente à Comissão Executiva Estadual e à Comissão Executiva Nacional.
Segundo o texto, o parlamentar que deixar a sigla amparado apenas por autorizações de diretórios municipais ou zonais enfrentará processo por desfiliação sem justa causa caso não possua a ratificação da executiva estadual. A medida se apoia na Emenda Constitucional nº 111/2021 e na Lei dos Partidos Políticos, legislações que preveem a perda do mandato para políticos que trocam de partido sem o consentimento das instâncias superiores.
Até a última segunda-feira (9), Küller permanecia filiado ao MDB. As tratativas nos bastidores, contudo, apontam para a sua ida ao União Brasil.