há 2 horas
Heryvelton Martins

O debate sobre a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) enfrentou um novo obstáculo. Durante sessão plenária no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), o conselheiro Augustinho Zucchi pediu vistas do processo. A atitude interrompeu a votação e provocou uma forte reação do conselheiro Fábio Camargo.
Camargo argumentou que o adiamento impede a discussão aprofundada sobre o tema. Ele demonstrou preocupação com a repetição do cenário visto na venda da Copel, processo que ele afirma não ter tido a oportunidade de debater plenamente na época: "Eu, infelizmente, não tive a oportunidade de discutir a COPEL, porque o sistema ataca igual hiena, ataca em bando.", afirmou. O conselheiro ainda alertou de forma incisiva para os riscos da desestatização.
"Nós estaremos vendendo, deixando vender a soberania nacional. Nós estaríamos nos vendendo.", detalhou o conselheiro
Na condição de superintendente de inspeção de segurança pública, Camargo destacou que possui dados cruciais elaborados pela sexta inspetoria do tribunal. O objetivo dele não é impor uma visão, mas promover um debate técnico e embasado com os demais membros da corte.
Ele ressaltou que essas informações contêm requintes técnicos capazes de justificar a manutenção da Celepar sob controle estatal.
Durante o desabafo, o conselheiro também relatou sofrer ataques coordenados e retaliações devido à sua postura, incluindo o bloqueio rápido de seus bens por parte de uma minoria do Judiciário. Ele citou ainda o envolvimento de advogados com interesses obscuros em processos anteriores de privatização.