há 2 horas
Heryvelton Martins

A ciência brasileira ganha destaque internacional com as pesquisas sobre a polilaminina. Nas redes sociais, a substância recebe o apelido de "Proteína de Deus". Isso ocorre porque a laminina, proteína que serve de base para a molécula, possui um formato natural semelhante a uma cruz .
A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lidera o estudo que investiga o potencial da substância para recuperar movimentos em pacientes com paraplegia e tetraplegia.
A laminina é uma proteína essencial do corpo humano. Ela atua na formação do sistema nervoso desde o desenvolvimento do bebê no útero. No laboratório, a equipe da UFRJ estruturou a polilaminina a partir dessa base.
A substância cria uma espécie de malha no local da lesão medular. Essa nova estrutura estimula as conexões neurais e ajuda a reconectar os circuitos nervosos interrompidos.
O tratamento permanece em fase experimental. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia os estudos clínicos no Brasil para garantir a segurança e a eficácia do método. A aprovação final para uso amplo depende da conclusão rigorosa de todas as etapas científicas.
No entanto, alguns pacientes em estados como o Rio de Janeiro e o Espírito Santo conseguiram acesso à aplicação da polilaminina por meio de decisões judiciais recentes.
A aplicação exige uma janela terapêutica específica, geralmente de até 72 horas após o trauma. A comunidade médica ressalta que os resultados preliminares trazem esperança, mas exigem cautela.
Apesar da repercussão nacional, os hospitais locais não registram pacientes em tratamento com a polilaminina em Ponta Grossa no momento, visto que é um tratamento ainda em testes. A cidade acompanha os desdobramentos da pesquisa, mas não integra a fase atual de testes clínicos da substância.