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Ponta Grossa

Defesa de acusado de matar sogra em PG contesta laudo: "certidão de óbito aponta outras causas"

Advogados de André Ferreira afirmam que não há provas de que a morte da idosa foi causada pela queda da escada e sustentam tese de acidente

há 2 horas

Heryvelton Martins

Defesa de acusado de matar sogra em PG contesta laudo: "certidão de óbito aponta outras causas"
Divulgação

A defesa de André Ferreira, de 47 anos, preso sob a acusação de matar a sogra em Ponta Grossa, se manifestou nesta semana sobre o aditamento da denúncia realizado pelo Ministério Público. Em vídeo enviado ao D'Ponta News, o advogado Cláudio Filho contestou a relação entre a queda da escada, ocorrida em 2024, e o falecimento da vítima, Marlene Foltran, em outubro de 2025.

André Ferreira, que antes respondia por tentativa de homicídio, agora vai a júri popular acusado de crime consumado. No entanto, a defesa, composta por Cláudio Filho e Fernando Madureira, argumenta que a mudança na acusação não se sustenta tecnicamente.

"A defesa destaca que não existe no processo prova de que o falecimento dela tenha sido em decorrência da queda. Até porque a própria certidão de óbito dela, que consta no processo, atesta outras causas da morte", afirmou Cláudio Filho.

Tese de acidente

O caso ocorreu em dezembro de 2024. A acusação sustenta que Ferreira empurrou a sogra de 87 anos de uma escada para impedi-la de visitar a filha. Já a defesa mantém a versão apresentada desde o inquérito policial: a de que o episódio foi uma fatalidade.

"Esperamos demonstrar, no julgamento, que a queda da vítima se tratou de um acidente e não de um crime, como defendido pelo acusado desde o início das investigações", completou o advogado. Ele reforçou ainda que as provas anexadas aos autos até o momento são apenas "circunstanciais".

O outro lado

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) entende que houve dolo (intenção de matar) e que a morte foi consequência direta dos ferimentos graves sofridos na queda, que deixaram a idosa internada por 10 meses.

As advogadas Sarah Ferraz e Angélica Lenz, assistentes de acusação que representam a família da vítima, defendem que o crime é hediondo e buscam a condenação máxima, que pode chegar a 40 anos de prisão.

André Ferreira segue detido aguardando a definição da data do julgamento pelo Tribunal do Júri.

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