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Heryvelton Martins

A Justiça determinou que André Ferreira, de 47 anos, enfrente o Tribunal do Júri em Ponta Grossa. Ele responde pela morte de sua sogra, Marlene Foltran, de 87 anos. A decisão ocorre após o Ministério Público do Paraná (MP-PR) alterar a denúncia de tentativa de homicídio para homicídio consumado, devido ao falecimento da vítima em outubro de 2025.
O caso aconteceu em 12 de dezembro de 2024. Segundo a denúncia do MP, Ferreira teria empurrado a idosa da escada do prédio onde ele residia com a esposa, filha de Marlene. A acusação sustenta que o crime foi motivado pela tentativa do réu de impedir que a vítima visitasse a filha, que enfrentava um câncer em estágio avançado.
Marlene Foltran sofreu traumatismo cranioencefálico grave e múltiplas fraturas. Ela permaneceu internada por 10 meses, período em que, segundo advogados da família, ficou em estado vegetativo até o óbito. Com a confirmação da morte e o nexo causal apontado pela acusação, Ferreira agora responde por assassinato agravado por ser cometido contra pessoa idosa.
Caso condenado, a pena pode chegar a 40 anos de prisão, além do pagamento de indenização de até R$ 100 mil.
Os advogados de defesa de André Ferreira, Fernando Madureira e Herculano Filho, sustentam a tese de acidente. No processo, eles argumentam que não existem provas no processo de que o falecimento decorreu da queda, citando que a certidão de óbito aponta outras causas.
Por outro lado, as advogadas da família da vítima, Sarah Ferraz e Angélica Lenz, atuam como assistentes de acusação e classificam o crime como "hediondo", buscando a condenação máxima, segundo o processo. André Ferreira permanece preso desde dezembro de 2024. Até o fechamento desta reportagem, a data do júri popular ainda não havia sido definida pela Justiça.