há 2 horas
Heryvelton Martins

A equipe do D’Ponta News vasculhou as trilhas e ruas da Ronda, mas o Lobisomem resistiu à primeira batida. Entrevistamos moradores antigos que juram pela existência da fera, sem aceitar nenhum tipo de gravação, ligada à era dos tropeiros, porém câmeras e lanternas só captaram depoimentos – e nenhum rastro peludo. A lenda, viva no imaginário pontagrossense, segue solta na mata e nas conversas de bairro.
A equipe do D'Ponta News segue buscando informações sobre o paradeiro do lobisomen
A interpretação mais aceita, registrada em crônicas da UEPG e na obra do artista Osires Guimarães (2004), liga o Lobisomem aos tropeiros gaúchos e paranaenses. Paradas estratégicas na Ronda, ponto de descanso no sertão dos Campos Gerais, fomentavam relatos de uivos e vultos – talvez lobos reais ou viajantes errantes, transformados em fera pelo imaginário popular. O mito servia como lição: evite a escuridão, proteja-se da solidão lunar.
Raízes europeias chegam via colonos, com o lobisomem clássico – homem amaldiçoado que vira lobo em lua cheia – remontando à Grécia Antiga, no rei Licaon punido por Zeus. No Brasil, Luís da Câmara Cascudo coletou variações regionais, mas em Ponta Grossa o "Lubi" ganha traços locais: guardião da Ronda, sem ataques sangrentos, apenas um espírito obsessor que ronda palácios e cercas. Versões modernas sugerem ecos de "saqueadores noturnos" ou jovens assediadores, adaptando o terror ao cotidiano.