há uma hora
Heryvelton Martins

Um vídeo recente provocou debate na população de Ponta Grossa. Imagens divulgadas nas redes sociais exibem a soltura de animais perto de uma linha de trem. A denúncia partiu dos vereadores Geraldo Stocco e Joce Canto, além do deputado estadual Marcelo Rangel. Segundo o político, funcionários da Clinicão libertam cachorros recém-castrados no local. A empresa é a terceirizada com responsabilidade sobre o Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR).
Os políticos utilizaram a internet para cobrar respostas imediatas do poder público e da própria empresa. A gestão municipal realizou um pregão de R$ 32 milhões para a administração do CRAR por um período de três anos. Diante das imagens, Stocco e Joce questionaram o uso do dinheiro público. Ele argumenta que o montante milionário deveria viabilizar a manutenção de um abrigo seguro. A devolução dos cães em um local propício a acidentes graves levantou dúvidas sobre o protocolo adotado pela empresa.
“A gente sabe que o cachorro comunitário muitas vezes é castrado e acaba solto no mesmo lugar, mas sinceramente, você acha que pegaram o cachorro ali e soltaram ali?”, indagou Geraldo Stocco.
A Secretaria Municipal de Saúde explicou que o município atua estritamente nos termos da Lei Municipal nº 9.019/2007. A legislação disciplina o atendimento veterinário a animais comunitários, ou seja, aqueles sem tutor comprovado. Nesses casos, o animal vai para o CRAR para receber atendimento veterinário e, após a alta médica, retorna ao local onde habitualmente circula.
No caso divulgado, a Prefeitura informou que todos os procedimentos ocorreram na absoluta regularidade.
A equipe responsável localizou o animal, prestou atendimento no CRAR e, após a alta veterinária, o reconduziu ao local de origem. A nota oficial ressalta que a disseminação de versões descontextualizadas desinforma a população e desconsidera o trabalho técnico das equipes municipais. Por fim, o poder executivo reafirmou o compromisso com a lei, a transparência e o bem-estar animal.