há 2 horas
Heryvelton Martins

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindiServ) intensificou a mobilização contra projetos da Secretaria de Administração que preveem mudanças estruturais no funcionalismo de Ponta Grossa. Conforme o presidente da entidade, Luiz Eduardo Pleis, a categoria enfrenta uma série de medidas que priorizam a terceirização e a criação de cargos em comissão em detrimento da valorização dos servidores de carreira.
No final do ano passado, o sindicato conseguiu retirar de pauta o projeto de lei que previa a extinção de mais de 1.000 cargos públicos. A proposta retornou à pauta na primeira sessão extraordinária da Câmara Municipal deste ano, mas uma nova articulação sindical garantiu a retirada do texto para ampliar o debate com o governo municipal.
A gestão justifica que a medida faz parte de um processo de “modernização da mão de obra”, mas o SindiServ classifica a ação como um ataque aos serviços essenciais.
Outro ponto de conflito é o envio de um novo projeto de lei para a criação de quatro cargos em comissão. O impacto financeiro estimado é de R$ 52 mil mensais aos cofres públicos. O sindicato aponta uma disparidade de prioridades:
Cargos de confiança: Custo aproximado de R$ 52 mil/mês para quatro vagas.
Saúde Bucal: O re-enquadramento de 49 auxiliares e técnicos custaria R$ 63 mil/mês.
Segundo Pleis, o governo ainda não abriu diálogo para debater a situação dos técnicos de saúde, embora avance com a criação de cargos de livre nomeação.
O D'Ponta News entrou em contato com a Prefeitura de Ponta Grossa e aguarda um retorno oficial sobre os pontos citados na reportagem.