há 3 horas
Amanda Martins

O Brasil contabiliza 88 casos confirmados de Mpox, segundo dados do Ministério da Saúde. A maior parte das ocorrências foi registrada em São Paulo, que soma 62 casos desde janeiro. Também há confirmações no Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). Os quadros predominantes são leves a moderados e não há óbitos no período analisado.
Segundo a Agência Brasil, em 2025, o país registrou 1.079 casos e duas mortes pela doença. A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e é transmitida principalmente por contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum é a erupção cutânea, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas.
Além das lesões na pele, o quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, apatia e gânglios inchados. As erupções podem atingir rosto, palmas das mãos, solas dos pés, virilha e regiões genital e anal. O período de incubação varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
A transmissão ocorre por contato direto com pessoa infectada, inclusive por meio de gotículas respiratórias em interações próximas, contato pele a pele e relações sexuais. O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis, também pode espalhar o vírus. Ao notar sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para confirmação laboratorial.
O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações, já que não há medicamento específico aprovado para Mpox. A maioria dos casos evolui sem gravidade, mas recém-nascidos, crianças e pessoas imunossuprimidas têm maior risco de complicações, que podem incluir infecções secundárias, encefalite, miocardite e pneumonia. A prevenção envolve evitar contato com casos suspeitos ou confirmados e reforçar medidas de higiene.