há 2 horas
Amanda Martins

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (3) o início do teleatendimento em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com foco em jogos de apostas. O serviço é direcionado a pessoas com 18 anos ou mais que apresentam compulsão por jogos, além de familiares e integrantes da rede de apoio. A iniciativa busca ampliar o acesso ao cuidado de forma reservada, segura e acessível.
Realizado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), o serviço gratuito oferecerá assistência especializada. A expectativa inicial é de 600 atendimentos online por mês, com possibilidade de ampliação conforme a demanda, podendo chegar a 100 mil mensais.
As consultas serão realizadas por vídeo, com duração média de 45 minutos, dentro de ciclos estruturados que podem incluir até 13 atendimentos por paciente, de forma individual ou em grupo com a rede de apoio. A equipe é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte de psiquiatra quando necessário, além de articulação com assistência social e medicina de família para integração à rede local.
O acesso ao serviço ocorre pelo aplicativo Meu SUS Digital. Após login com conta gov.br, o usuário deve selecionar o item “Miniapps” e clicar na opção “Problemas com jogos de apostas?”. Um autoteste validado cientificamente avalia o nível de risco e, em casos moderados ou elevados, o encaminhamento ao teleatendimento é automático. Situações de menor risco são direcionadas à Rede de Atenção Psicossocial, que inclui CAPS e Unidades Básicas de Saúde.
A medida integra a Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas e se soma a outras ações, como a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, disponível desde dezembro. A pasta também promove capacitação em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, com 20 mil vagas ofertadas a profissionais de saúde, das quais 13 mil já registraram inscrições.