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Saúde

SUS passa a oferecer vacina contra bronquiolite para bebês prematuros e com comorbidades

O medicamento disponibilizado é o nirsevimabe, que amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

há 3 horas

Amanda Martins

SUS passa a oferecer vacina contra bronquiolite para bebês prematuros e com comorbidades
Foto: João Risi/MS
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A partir deste mês, bebês prematuros e crianças com comorbidades passam a receber, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra a bronquiolite. O medicamento disponibilizado é o nirsevimabe, que amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata, sem a necessidade de estimular o sistema imunológico do bebê a produzir anticorpos. A imunização é indicada para bebês prematuros, aqueles nascidos com menos de 37 semanas de gestação, e para crianças de até dois anos com comorbidades.

Entre as condições consideradas estão doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia), cardiopatia congênita, anomalias congênitas das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, imunocomprometimento grave de origem inata ou adquirida e síndrome de Down.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cerca de 300 mil doses do imunizante já foram distribuídas em todo o país. O SUS também oferece a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento.

O VSR é responsável por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e por 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos. Em 2025, até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus. Desse total, mais de 35,5 mil hospitalizações ocorreram em crianças com menos de dois anos, o que representa 82,5% dos casos registrados no período.

Como a maioria das ocorrências de bronquiolite é causada por infecção viral, não há tratamento específico para a doença. O manejo clínico é baseado no tratamento dos sinais e sintomas, com medidas como terapia de suporte, suplementação de oxigênio quando necessária, hidratação e uso de broncodilatadores, especialmente nos casos em que há chiado no peito.

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