há 5 horas
João Barbiero

Todas as pesquisas, consultas, enquetes e outras coisas mais mostram que a grande líder da esquerda no Paraná chama-se Gleisi Hoffmann. Dito isso, dentro da perspectiva mais prudente para 2026, Gleisi deverá sair como candidata ao que mais interessar para o projeto Lula 2027, ou seja, a governabilidade depois da vitória. Todas as veredas estão dedicadas ao Senado Federal. A grosso modo, chega-se a pensar que o Senado terá mais força do que o Executivo e, portanto, se faz necessário eleger a maioria da base entre os senadores.
Sendo assim, a matemática é exata: Gleisi terá de sair como candidata ao Senado, e Enio Verri, que era o prospecto, deverá disputar uma vaga na Câmara Federal, que obviamente também tem o seu grau de importância. Uma boa composição no segundo turno com Alexandre Curi, por exemplo, decide a eleição, caso Requião Filho não passe a barreira do segundo turno.
Gleisi como candidata a governadora não me parece uma alternativa que garanta resultados positivos para 2027. Não que ela não tenha condições técnicas e políticas de se eleger – aliás, acho que é a mais preparada para isso – mas, diante de um estado ainda oftalmo e psicologicamente com problemas, sem querer ou conseguir enxergar ou ao menos pensar em política, que acaba indo no embalo do “não sei por que e não sei aonde, mas estamos indo”, uma vitória da esquerda no Executivo do Paraná seria muito difícil.
No entanto, a real chance da Gleisi ser senadora é evidente. Trabalho, experiência, coerência, fidelidade e dedicação são características de poucos. Não é do perfil de Gleisi querer convencer alguém, mas pela força do trabalho ela está chegando em um público que não imaginava. Brincar de eleger qualquer um para o Senado Federal nós, do Paraná, já vimos que não é nada bom.
João Barbiero é empresário e comunicador